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HISTÓRIA GERAL
HISTÓRIA DO BRASIL
 
HISTÓRIA GERAL

A Afro-AmÉrica
A escravidÃo no novo mundo
Ciro Flamarion S. Cardoso
nº 44
85-11-02044-6

A história da escravidão foi escrita, na sua maior parte, a partir do ponto de vista da colonização, ou seja, dos dominadores.
Nos últimos anos, no entanto, muitos historiadores voltaram-se para a recuperação destes fatos de um ponto de vista favorável aos dominados, às vezes excessivamente paternalista ou mesmo com marcas ideológicas que correm riscos de distorção e exagero.
O que é claro é que esta redescoberta do “outro”, do negro como ser humano, político e cultural permitiu um enriquecimento desta historiografia, o que nos permite, hoje, conhecer uma realidade que permanecia muda devido à falta de documentação escrita.
É com esta rica abordagem que Ciro Flamarion Cardoso nos apresenta a escravidão no Novo Mundo.


A Caminho da Idade MÉdia
Cristianismo, ImpÉrio Romano e a presenÇa germÂnica no Ocidente
Waldir Freitas Oliveira
nº 117
85-11-02117-5

Com a queda do Império Romano do Ocidente em 476 d.C., a Europa mergulhou no caos. Conquistada pelos bárbaros, ela se encontrava fracionada politicamente, e economicamente arruinada. Enquanto isso, no Oriente, o que restava do antigo império dividia-se em sangrentas disputas religiosas. Apenas uma força ainda restava intacta: a força do cristianismo que se alastrava e abria as portas para uma nova era, uma idade de fé, a Idade Média.


A Comuna de Paris
Os assaltantes do cÉu
Horacio Gonzáles
nº 24
85-11-02024-1

De setembro de 1870 a maio de 1871 a França viveu um período agitado: Luís Napoleão III foi derrotado por Bismarck, o Segundo Império caiu, a República foi proclamada, os prussianos sitiaram Paris, a Assembléia Nacional de Versalhes entrou em guerra com o governo eleito – a Comuna de Paris.
Nesse período, chocaram-se as principais correntes ideológicas francesas em uma das mais importantes experiências da democracia.


A ditadura salazarista
Maria Luisa de Almeida Paschkes
nº 106
85-11-02106-X

“Só a ditadura pode nos salvar”. Com essa frase, as correntes nacionalistas conservadoras de Portugal justificavam o golpe militar de 28 de maio de 1926, que, ao favorecer a ascensão ao poder do catolicismo social de Antonio de Oliveira Salazar, um ex-professor de economia da Universidade de Coimbra, iria estabelecer um dos mais duradouros governos autoritários da história contemporânea. Pouco difundida entre nós, a trajetória de quase meio século do Estado Novo português é aqui analisada com todas as singularidades de suas instituições políticas e econômicas, uma amarga experiência que só teria fim com a Revolução dos Cravos, em 25 de abril de 1975.


A formaÇÃo do 3º mundo
Ladislau Dowbor
nº 35
85-11-02035-7

Há dois séculos, o economista Adam Smith dividia o mundo em nações 'selvagens' e 'prósperas e civilizadas'. Nós estávamos entre as selvagens... Pouco a pouco, fomos promovidos a colônia e nações. Nações subdesenvolvidas e, depois, naquelas 'em vias de desenvolvimento'. Hoje, somos o 'Sul'. Como foi que essa linha divisória entre selvagens e civilizados passou a englobar a América Latina, a Ásia e a África, criando o 'Terceiro Mundo'? O que representa essa gigantesca massa de pobres, subnutridos e analfabetos, que nesse final de século assiste a um crescente avanço do capitalismo desenvolvido?


A inquisiÇÃo
Anita Novinsky
nº 49
85-11-02049-7

Criado no final do século XIII para combater os que ousassem questionar os dogmas da Igreja Católica, o Tribunal da Inquisição utilizou a religião para legitimar a ordem política e social da época, na qual não havia lugar para contestadores de qualquer espécie. Até o século XVIII, atuou na Europa e no resto do mundo, cumprindo exemplarmente sua função. Torturou e matou milhares de indivíduos, numa escala só comparável à perseguição dos judeus na Alemanha nazista.


A Luta contra a metrópole
(Ásia e África)
Maria Yedda Linhares
nº 3
85-11-02003-9

Com o final da II Guerra houve a liquidação de impérios coloniais construídos ao longo do século XIX. Surgiam, assim, após o período de dominação européia, os novos países da Ásia e da África. Assistimos, realmente, ao nascimento de um novo mundo? Até que ponto o fim do colonialismo representa a libertação dessas nações? Para um melhor entendimento da colonização e suas conseqüências, é preciso investigar a distância entre as intenções sócio-político-econômicas e a história propriamente dita.


A PrÉ-HistÓria
Uma abordagem ecolÓgica
Antonio Roberto Guglielmo
nº 135
85-11-02135-3

De onde viemos, por que somos bípedes, usamos a linguagem para nos comunicar e vivermos em sociedade? De modo didático e inteligente, A Pré-História reconstrói o caminho percorrido pela espécie humana desde os tempos do homem-macaco e resume o debate científico que há mais de um século se ergueu em torno do assunto. O livro discute ainda o conceito de evolução cultural, reapresentando-o sob uma perspectiva que questiona as teorias tradicionais e põe em xeque o mito do progresso.


A RebeliÃo de Tupac Amaru
Luta e resistÊncia no Peru do sÉculo XVIII
Kátia Gerab e Maria Angélica Resende
nº 119
85-11-02119-1

Vice-Reino do Peru, Cuzco, 1781. Depois de ter liderado um exército indígena de 40 mil homens na maior rebelião contra o domínio e a exploração colonial espanhola ocorrida até então, José Gabriel Tupac Amaru, um descendente direto da antiga nobreza inca, foi condenado, decapitado e esquartejado em plena praça pública. Um terrível exemplo de força da Coroa espanhola contra a sede de liberdade dos povos latino-americanos, mas que não seria suficiente para impedir as independências que, mais cedo ou mais tarde, chegariam.


A RepÚblica de Weimar e a ascensÃo do nazismo
Angela Mendes de Almeida
nº 58
85-11-02058-6

Quando a primeira Guerra Mundial acabou, a Alemanha estava arrasada. Seu povo, humilhado, tinha que se submeter a condições absurdas de rendição impostas pelas potências vencedoras. Em 1919, instalou-se um novo governo: a República de Weimar. Mas era uma democracia num país sem as mínimas tradições democráticas, um governo fustigado pela primeira hiperinflação da História e que, em 1926, iria enfrentar a Grande Depressão. Não podia durar muito. Em 1933, seria a vez dos nazistas...


A revoluÇÃo industrial
Francisco Iglésias
nº 11
85-11-02011-X

O que foi o momento convencionalmente chamado de revolução industrial, que mudou o perfil do capitalismo a partir do século XIX?  Quais seus principais antecedentes?  Que inovações tecnológicas, sociais, políticas e econômicas essa revolução gerou?
Um assunto básico para a compreensão do processo vivido pelas nações de ponta naquele século e no atual – afinal, os países que se empenham para ultrapassar a fase do subdesenvolvimento têm na indústria um de seus dados propulsores, como atividade intensamente ligada à idéia de modernização.


A RevoluÇÃo Inglesa
José Jobson de Andrade Arruda
nº 82
85-11-02082-9

A Revolução Inglesa' de 1640 transformou a estrutura política, social e econômica da Inglaterra. Antecipando-se em 150 anos às revoluções Americana e Francesa, foi a primeira vez na História que a burguesia, tirando o poder - e a cabeça - do rei, no caso, Carlos I, assumiu o poder. Liderada por Cromwell, foi a revolta que, eliminando o modo de produção artesanal, lançou as bases para o capitalismo e a Revolução Industrial, que no século seguinte estenderia o poderio e o domínio britânicos pelos cinco continentes.

A revoluÇÃo russa
1917-1921
Daniel Aarão Reis Filho
nº 61
85-11-02061-6

Outubro de 1917, o outubro vermelho, o mês da revolução. Enquanto as potências européias se afundavam ainda mais nas trincheiras da primeira Grande Guerra, os bolcheviques, liderados por Lênin e Trotsky, dão um passo à frente na História. Ao tomar o poder na Rússia czarista, fazem a primeira revolução socialista da história da humanidade e, assim, iniciam a construção de um país novo, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.


 

AmÉrica prÉ-colombiana
Ciro Flamarion S. Cardoso
nº 16
85-11-02016-0

Muitas informações sobre o passado pré-colombiano se perderam durante a fase do descobrimento europeu e da conquista. Interesses sóciopolíticos motivaram alguns povos a destruir velhos documentos no afã de reescrever em favor próprio a história do México Central. Apesar deste 'apagamento histórico', recuperou-se, com grande trabalho, parte desta documentação. Neste livro, um painel em busca da história quase perdida daquela época.


Apartheid
O horror branco na África do Sul
Francisco José Pereira
nº 102
85-11-02102-7

A África do Sul é, de fato, o único país no mundo em cuja Constituição está inscrita o racismo. A legislação do apartheid usa a cor como critério legal de desigualdade entre os homens, reservando à minoria branca todo um conjunto de privilégios e fazendo dos negros (73% da população do país) verdadeiros estrangeiros em sua terra natal.

Esse livro traz, sistematizados, dados e informações que permitirão uma análise crítica dessa forma institucionalizada do mais cruel racismo em nossos dias, praticamente desconhecida no Brasil.

As independÊncias na AmÉrica Latina
Leon Pomer
nº 1
85-11-02001-2

Por que as colônias da Espanha se insurgem? Será porque os grandes latifundiários, os proprietários de minas, os donos de milhões de índios e os poderosos mercadores de além-mar foram seduzidos pelos filósofos franceses e alguns pensadores liberais espanhóis? Ou será que chegara o momento de afastar um sócio incômodo, o poder da Coroa espanhola? E os povos, lutaram pela independência?


As revoluções burguesas
Modesto Florenzano
nº 8
85-11-02008-X

Como a burguesia tomou o poder? Contrariando o pensamento de muitos, Florenzano chama a atenção do leitor para o comportamento pouco revolucionário da classe dita burguesa, que teoricamente traria em si a possibilidade de realização de uma nova sociedade. Numa retrospectiva das Revoluções Inglesa (1640) e Francesa (1789), o autor mostra como se criaram os instrumentos institucionais e intelectuais que permitiram (e garantiram) à burguesia a dominação e a hegemonia política no mundo contemporâneo.


 

BolÍvia
Do perÍOdo prÉ-incaico À independÊncia
Herbert S. Klein
nº 137
85-11-02137-X

Escrito pelo historiador Herbert Klein, este livro apresenta a história de uma sociedade moldada na luta secular entre a cultura dos índios andinos e a cultura européia dos conquistadores. Combinando informação e análise, o autor produz uma síntese brilhante do processo que começa com a destruição do império inca, passa pela consolidação do domínio espanhol e deságua no surgimento da Bolívia como nação independente.


Chile (1818-1990)
Da independÊncia À redemocratizaÇÃo
Emir Sader
nº 136
85-11-02136-1

O Chile conheceu cedo a democracia, tentou implantar o socialismo e enfrentou uma das ditaduras mais ferozes de se tem notícia. Nesse paíss espremido entre os Andes e o Pacífico desenrola-se desde o século XIX uma das experiências históricas mais ricas da América latina. De maneira didática, mas sem simplificações, o sociólogo Emir Sader apresenta o essencial da sociedade e da política chilenas, da independência aos dias de hoje.


A Guerra do Paraguai
2ª visÃo
Francisco Doratioto
nº 138
85-11-02138-8

Exaltada por mais de um século, a Guerra do Paraguai tornou-se motivo de intensa polêmica em anos recentes. Com base em minuciosa pesquisa (inclusive no arquivo reservado do Itamaraty), este livro põe em xeque tanto a versão “crítica” de Julia J. Chiavenatto, quanto a versão “patriótica” que muitos de nós tivemos de engolir na escola.
Analisando os interesses geopolíticos e a dinâmica interna dos países envolvidos no conflito, o professor Francisco Doratioto apresenta uma visão original e persuasiva de um dos fatos mais controversos e importantes de nossa história.


Haiti
Cultura, poder e desenvolvimento
Marcelo Grondin
nº 104
85-11-02104-3

Haiti. País “africano por excelência”, país negro, país do vodu e do créole, animado de costumes ancestrais...
Haiti é tudo isso e muito mais: é o país da primeira independência nas colônias no hemisfério sul, o país que, a partir de uma revolução de negros e escravos contra os patrões brancos ds plantações, estabeleceu a primeira república negra do mundo.
No entanto, que acontecimentos teriam reduzido a riquíssima “Perola das Antilhas”, colonizada pela França, à condição de país mais pobre da América Latina e um dos vinte e cinco mais pobres do mundo?


HistÓria da ordem internacional
Carlos Roberto Pellegrino
nº 126
85-11-02126-4

Das cidades–Estados gregas à Liga das Nações, da união das 12 tribos de Israel até a Organização das Nações Unidas... A História da Ordem Internacional é a própria história dos acordos e conflitos entre os povos e as nações. São séculos e mais séculos de desavenças, guerras e negociações para a manutenção ou o estabelecimento de novos status quo. Sempre instáveis.


Londres e Paris no sÉculo XIX
O espetáculo da pobreza
Maria Stella M. Bresciani
nº 52
85-11-02052-7

Bairros malditos, de ruas estreitas e populosas onde a cada passo se encontravam homens e mulheres acabados pela miséria e superexploração.
Crianças seminuas apodrecendo na sujeira, sufocadas em antros sem luz e sem ar. Crimes, mendicância, violentas manifestações de rua. Essa era a realidade nos bairros operários de Londres e Paris no século XIX. Cidades onde praticamente não havia diferença entre homem trabalhador, pobre e criminoso. Ali rondava o espectro das multidões incontroláveis.


MÉxico
Dos astecas À independÊncia

Samuel Sérgio Salinas
nº 144
85-11-02144-2

O aspecto mais conhecido e divulgado da penetração espanhola no México é a conquista militar.
Entretanto, ela foi mais do que uma vitória pelas armas. Neste livro, Samuel Sérgio Salinas demonstra que houve um encontro entre duas culturas, entre dois modos de produzir e conceber a vida material e espiritual. E que este encontro trouxe conseqüências para os europeus e para os habitantes das regiões civilizadas da América.


Militarismo na AmÉrica Latina
Clóvis Rossi
nº 46
85-11-02046-2

De tempos em tempos, os generais latino-americanos abandonam casernas e quartéis para depor governos, compor governos, ou, como no caso do Brasil de 64, serem o próprio governo. Uma situação que já dura 150 anos e que é um reflexo de instabilidade do nosso continente. Um problema que, mesmo hoje, quando a maioria dos países da região volta-se para a democracia, ainda não parece estar próximo de acabar.


Movimento e pensamento operÁrios antes de Marx
Osvaldo Coggiola
nº 139
85-11-02139-6

Quais as ideologias e formas de organização da classe operária entre o final da Revolução Francesa e as Revoluções de 1848? Sobre o pano de fundo de uma Europa em vertiginosa transformação, este livro excepcionalmente claro e bem construído analisa as origens do pensamento e movimento operários em suas dimensões sociais e políticas.


Neocolonialismo
A expansÃo imperialista do sÉculo XIX
Platão Eugênio de Carvalho
nº 146
85-11-02146-9

Durante o século XIX, grandes potências industriais promovem uma expansão territorial a fim de exportar capitais e assegurar matérias-primas e mercados. Essa política interferiu profundamente na evolução histórica, econômica e social da África e da Ásia. As ex-colônias dessas regiões – mesmo depois de libertas – mantiveram laços de dependência com as antigas metrópoles ou com outras potências mundiais, uma situação denominada neocolonialismo.


O Absolutismo
PolÍtica e sociedade na Europa moderna
Marcos Antônio Lopes
nº 150
85-11-00015-1

O direito divino ao poder absoluto dos reis europeus, proclamado em púlpitos e aceito por todos com fervor religioso, não pode ser julgado como absurdo por historiadores atuais. Resultando mais de necessidades práticas e circunstâncias históricas do que da intelectualidade cortesã, desempenhou um papel crucial na centralização e consolidação do Estado Moderno.


O Egito antigo
Ciro Flamarion S. Cardoso
nº 36
85-11-02036-5

Fugindo das abordagens convencionais do Egito Antigo, que costumam apresentá-lo como um mundo encantado de pirâmides mágicas. Este livro analisa diretamente as estruturas econômico-sociais e a história política da civilização egípcia. O estudo desses 2.700 anos de estabilidade em língua, organização social e política, é desmistificador além de ser imprescindível para o entendimento do estágio intermediário entre uma organização tribal e uma sociedade de classes, regulada pelo Estado.

O iluminismo e os reis filÓsofos
Luiz R. Salinas Fortes
nº 22
85-11-02022-5

No século XVIII - em 1789, precisamente - foi proclamada em Paris a primeira 'Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão' da história. Se isso foi possível, foi porque houve, antes, uma mutação cultural - o 'Iluminismo', também chamado 'Filosofia das Luzes' ou ainda filosofia da 'Ilustração'. O que significou este movimento de idéias prodigioso, que acreditava profundamente na Razão humana e nos seus poderes?


O mundo antigo: economia e sociedade
Maria Beatriz B. Florenzano
nº 39
85-11-02039-X

Do império greco-romano ficou uma imagem ornamentada, repleta de frases de sabedoria e obras de arte, mas, quase sempre, desprovida de bases econômicas e dinamismo histórico. É precisamente contra este vazio que surge este livro de Maria Beatriz Florenzano. As relações de propriedade, as formas de exploração da terra, os vínculos entre cidade e campo, entre senhor e escravo que, ao longo de quinze séculos de Antigüidade, constituíram os alicerces da riqueza e da cultura greco-romanas, revelam-se aqui despidos de todos os enfeites, numa linguagem acessível e saborosa.


O nascimento das fÁbricas
Edgar Salvadori de Decca
nº 51
85-11-02051-9

Dentre as utopias criadas a partir do século XVI, a glorificação da sociedade do trabalho foi a que se realizou mais desgraçadamente... Ultrapassando a imagem cristalizada que o pensamento do século XIX produziu sobre a fábrica, reduzindo-a a um acontecimento tecnológico, o autor reencontra a fábrica em todos os lugares e momentos onde esteve presente uma intenção de organizar e disciplinar o trabalho através de uma sujeição completa da figura do próprio trabalhador.


O Oriente MÉdio e o mundo Árabe
Maria Yedda Linhares
nº 53
85-11-02053-5

Este livro permite conhecer a fundo a história do Oriente Médio e do Mundo Árabe. Remontando à crise do império otomano e à interferência dos ingleses e franceses na região ao fim da Primeira Guerra Mundial, a autora analisa as razões dos conflitos étnicos, religiosos e políticos que tornaram o Oriente Médio um verdadeiro barril de pólvora.


O populismo na AmÉrica Latina
Maria Lígia Prado
nº 4
85-11-02004-7

Os melhores exemplos são Getúlio Vargas e Juan Domingo Perón. Mas não são os únicos. A história latino-americana está abarrotada de populistas. Nesta descrição do fenômeno populista, mais centrada na Argentina e no México, Maria Ligia Prado analisa a ampla mobilização das massas em torno dos líderes carismáticos que, sem romper com o regime de exploração capitalista, sabiam como atender certas aspirações populares e, com isso, manipular a simpatia da população na direção de seus próprios interesses.


Paris 1968 – AS BARRICADAS DO DESEJO
Olgaria C. F. Matos
nº 9
85-11-02009-8

Em 1968, Paris estava em guerra. Palco mais representativo das manifestações estudantis que nesse ano pipocavam em varias partes do mundo, foi ali que uma geração inteira, uma geração que não acreditava mais nem na experiência do socialismo real nem nas maravilhas da sociedade de consumo, disse não às instituições, ocupou as universidades, levantou barricadas de paralelepípedos pelas ruas, enfrentou o único poder que, segundo eles, ainda valia a pena enfrentar: o poder representativo da política com seus cassetetes e bombas de gás lacrimogêneo.


RevoluÇÃo e guerra civil na Espanha
Angela Mendes de Almeida
nº 31
85-11-02031-4

Espanha, 1936. De um lado, o governo constitucional republicano apoiado pelos anarquistas, comunistas, e pelas Brigadas Internacionais formadas por 25.000 voluntários de 53 países. Do outro, as tropas falangistas do generalismo Francisco Franco, 70.000 fascistas italianos e a Legião Condor, a elite da aviação nazista. Era o início da Guerra Civil Espanhola: a um custo de um milhão de mortos, a ante-sala da Segunda Grande Guerra.


TEORIA DA HISTÓRIA
Pedro Paulo A. Funari E Glaydson José Da Silva

nº 31
9788511001460

Este livro expõe, nas linhas essenciais, a Teoria da História. A partir das suas raízes em Heródoto, “pai da História”, chega-se até os complexos tempos atuais pós-modernos e seus novos paradigmas de compreensão dos homens, das culturas e do mundo.
O leitor verá examinados, nesse processo, os dois termos da equação, teoria e história, para mostrar que ambos evoluem em sua interpretação. A teoria desprende-se da idéia simples de “visão de mundo”, com seu componente de subjetividade.
História supera a idéia ainda mais simples de “testemunho” pessoal e de “passado” – que, na verdade, não passa e sim transita num continuum para o futuro.
As progressivas teorias da História apresentam-se, nesta síntese de dois professores universitários brasileiros, tendo por fonte inspiradora grandes nomes do pensamento historiográfico como Tucídides, Cícero, Tito Lívio, Santo Agostinho, Maquiavel, Vico, Herder, Hiebuhr, Michelet, Hegel, Marx, Engels, Febvre, Bloch, Monod, Burke, Braudel, Duby, Foucault, Derrida, Le Goff entre outros.

 
HISTÓRIA DO BRASIL

A aboliÇÃo da escravidÃo
Suely R. Reis de Queiroz
nº 17
85-11-02017-9

Uma das lutas mais longas e difíceis registradas na história do Brasil, a abolição da escravatura ocupou o cenário do país por quase um século. Envolvendo elementos das mais variadas classes sociais, ela teria abalado profundamente a estrutura econômica de nossa sociedade. Mas por que ocorreu a libertação dos escravos? Teria sido mero gesto de bondade da princesa Isabel, como muitos de nós aprendemos na escola? Ou teria sido determinada a partir do momento em que a industrialização passou a comandar as atividades econômicas?


A Balaiada
Maria de Lourdes Mônaco Janotti
nº 116
85-11-02116-7

Período da Regência, 1838. Um abismo separa os políticos da Corte e os das províncias. Para impor-se perante os primeiros, a aristocracia do Maranhão se rebela, utilizando as camadas populares como instrumento da sua luta. Assim, liderada pelo mestiço Raimundo Gomes, por Manuel Francisco dos Anjos Ferreira, o 'Balaio', e pelo ex-escravo Cosme que comandava três mil escravos fugitivos, eclode a revolta da Balaiada. Dois anos e meio de combates, mortes e prisões, num episódio que definiu os pólos de poder e da dominação de classe do país.


 

A Burguesia Brasileira
Jacob Gorender
nº 29

85-11-02029-2

Diferentemente de seu processo de formação na Europa, o capitalismo, no Brasil, não partiu do feudalismo, mas do escravismo colonial. Por isso mesmo, uma vez realizada a Abolição, a burguesia brasileira pôde crescer e chegar a ser a classe dominante, sem precisar realizar uma revolução. Qual o relacionamento dessa classe com o latifúndio e com o capital estrangeiro? E seu posicionamento diante da classe operária? Numa síntese que abrange um período que vai de meados do século passado aos nossos dias, o autor explica a formação do capitalismo no Brasil e as características da burguesia brasileira.

 

A cidade de São Paulo
Geografia e HistÓria
Caio Prado Jr.
nº 78
85-11-02078-0

Caio Prado Jr. explica como a região de São Paulo, mesmo não oferecendo atrativos para a criação de um centro industrial e urbano, conseguiu tal proeza.
Este texto, clássico, fez parte do livro Evolução Política do Brasil e outros estudos e permanece válido para compreender a influência dos fatores geográficos na formação de São Paulo, além de ser um documento histórico importante sobre seu desenvolvimento urbano.


A CivilizaÇÃo do aÇÚcar
SÉculos XVI a XVIII
Vera Lúcia Amaral Ferlini
nº 88
85-11-02088-8

O Brasil nasceu no Nordeste açucareiro, de uma sociedade de senhores e escravos, massapé e açúcar.
Os traços ainda permanecem: o latifúndio marginalizando o homem de campo; a exportação asfixiando o mercado interno; séculos de escravismo impondo preconceitos éticos e étnicos ao trabalho.
Sob a máscara do paternalismo ds relações senhores-escravos, fermentava uma sociedade violenta, cujos conflitos marcaram com sangue a apenas aparentemente plácida história do Brasil.


A COLUNA PRESTES
REBELDES ERRANTES
José Augusto Drumond

nº103
8511021035

Importante capítulo do movimento tenentista, a Coluna Prestes foi mais uma das manifestações do crônico intervencionismo militar na vida política brasileira.
Acreditando-se supremos representantes dos interesses nacionais, os jovens oficiais do Exército que dela participaram percorreram mais de 25.000 km do país em 27 meses, arrebanhando simpatizantes e enfrentando tropas regulares do Exército, de polícias militares e de grupos civis armados.
Quais seus reais significados e interesses? Que importância teve na nossa história política e social?


A economia cafeeira
José Roberto do Amaral Lapa
nº 72
85-11-02072-1

Não se trata de um gênero de primeira necessidade. Pelo contrário, muitos afirmam que nossa saúde seria beneficiada se não o usássemos. Entretanto, a propagação de seu consumo, a complexidade e o porte dos interesses econômicos e políticos que envolvem - tanto para os países produtores, quanto para os consumidores - tornam-no definitivamente um dos produtos mais importantes da economia ocidental. Assim é o café, 'produto nobre' que confere ao Brasil liderança mundial em produção e exportação, e cuja economia causa sensíveis repercussões em toda a sociedade brasileira.


 

A Escola e a RepÚblica
Marta M. Chagas de Carvalho
nº 127
85-11-02127-2

A escola foi, no imaginário republicano, signo da instauração da nova ordem para efetuar o progresso. Ao longo das décadas, a ação reformadora de Caetano de Campos transformou-se em preocupação pública com o número de beneficiados com a educação e mais tarde em ambicioso projeto moral e intelectual. Nesta análise, o confronto entre as propostas e a realidade educacional na história de nossa república.


A famÍlia brasileira
Eni de Mesquita Samara
nº 71
85-11-02071-3

Quando se pensa na antiga família brasileira, pensa-se em uma instituição patriarcal assentada na relação mulher submissa/marido dominador. Mas esta associação teria fundamento histórico? A análise de questões fundamentais ligadas à família brasileira - casamento, celibato, concubinato e divórcio -, com base em documentos dos séculos XVIII e XIX, revela um outro quadro do papel dos sexos na sociedade do passado, contribuindo substancialmente para uma revisão da sociedade brasileira.


A igreja no Brasil-colÔnia (1550-1800)
Eduardo Hoornaert
nº 45
85-11-02045-4

Dois discursos irredutíveis condicionam o estudo da igreja no Brasil. Um provém do estado colonizador; outro, das vítimas das novas relações de trabalho imposta pelos europeus. Neste livro, Eduardo Hoornaert procura ler esta história colocando-se no lugar dos indígenas, dos africanos e de seus descendentes mestiços e mulatos.


 

A industrializaÇÃo brasileira
Francisco Iglésias
nº 98
85-11-02098-5

De que forma se desenvolveu a atividade de transformação da matéria-prima pelo homem? Como se deu a passagem da produção artesanal para a industrial? A indústria na verdade, é um processo que começou com os índios e a colonização portuguesa, até obter lugar definitivo na economia, na sociedade e na política brasileira. De forma direta e objetiva, este texto tenta captar este processo evolutivo de toda a história da produção industrial do século XVI ao atual.


 

A liberdade sindical no Brasil
Vito Giannotti
nº 113
85-11-02113-2

Dos anarquistas do começo do século até as atuais CUT e CGT, o sindicalismo brasileiro passou por diversas transformações. Mas a tão sonhada liberdade sindical, uma de suas principais reivindicações, essa nunca existiu.
Pior do que isso, a legislação atual, imposta aos trabalhadores pelo governo Getúlio Vargas na década de 30, continua a mesma até hoje. Um caso único na história legislativa nacional. Um caso que afeta a vida e as relações trabalhistas de mais de 20 milhões de brasileiros.


 

A ocupaÇÃo da AmazÔnia
Antonio R. Esteves
nº 143
85-11-02143-4

A Amazônia é uma região única no cenário geopolítico mundial.
Sua ocupação vagarosa só encontra maiores obstáculos na própria natureza ribeirinha e na pobreza da economia.

Este livro conta a história amazônica, sem utilizar a narrativa das imagens fantasiosas e mitos, tão peculiares da região. É uma história do processo de ocupação, do ponto de vista das duas contradições e seus conflitos.

 

A proclamaÇÃo da repÚblica
José Enio Casalecchi
nº 18
85-11-02018-7

Em carta a Dom Pedro II, Deodoro da Fonseca justificou a Proclamação da República como a mais nobre reação do caráter nacional contra a violação e corrupção de todas as leis pelo antigo ministério e contra a sistemática de atentados desferidos ao Exército. Assim, apoiados na força e organização do Exército, nas descontentes classes médias urbanas e em aliança com os “novos grupos” de latifundiários, os militares destituíram velhas oligarquias e assumiram o poder político.
Chegavam ao fim 67 anos de monarquia e tinha início um novo regime.


A revoluÇÃo farroupilha
Sandra Jatahy Pesavento
nº 101
85-11-02101-9

Transformada em símbolo do espírito de bravura do povo gaúcho, a Revolução Farroupilha é o acontecimento mais festejado da historiografia oficial do Rio Grande do Sul. O essencial é entendê-la como um momento histórico no qual a província sulina teve condições de enfrentar o poder durante dez anos, conseguindo, enfim, barganhar com a Corte. Neste livro, o episódio é analisado criticamente, rompendo com as enganadoras visões saudosistas e glorificadoras que costumam caracterizá-lo.


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Bandeirantismo: verso e reverso
Carlos Davidoff
nº 47
85-11-02047-0

Para boa parte das pessoas, o tema Entradas e Bandeirantes provavelmente ainda evoca a imagem dos heróis paulistas do século XVII, dos 'construtores épicos do Brasil', dos 'aventureiros' que expandiram as fronteiras e em cujo rastro se fez a ocupação do interior e dos sertões. De modo que a historiografia oficial construiu essa imagem do bandeirante herói, ocultando a trilha de violência que se fazia à sua passagem, sobretudo nas práticas ligadas à caça e à escravização dos índios.


 

BRASIL - DO CAFÉ À INDÚSTRIA TRANSIÇÃO PARA O TRABALHO LIVRE
Roberto Catelli Jr.
nr. 140
851102140X

A cafeicultura paulista do século XIX foi o motor da economia nacional até pelo menos 1929, trazendo consigo, a partir de 1880, o processo de industrialização brasileiro. Neste livro, o autor estuda a diversidade das transições para o trabalho livre no Brasil, centrando-se no processo conduzido pelos paulistas englobando café e indústria em uma só história.


 

Breve histÓria do feminismo no Brasil
Maria Amélia de Almeida Teles
nº 145
85-11-02145-0

A história da condição da mulher brasileira não foge à regra universal da opressão do feminismo ao longo dos tempos. Reunindo algumas ações individuais e coletivas de mulheres brasileiras - incluindo a repressão específica às mulheres durante a ditadura - com uma vivência no movimento feminista de São Paulo, a autora incita a pensar na possibilidade de criar um novo pensamento, prática e ação, diferente do poder patriarcal.


 

Cidadelas da Ordem
A doenÇa mental na RepÚblica
Maria Clementina Pereira Cunha
nº 128
85-11-02128-0

Orates, vesânicos, lunáticos, alienados, doidos, insanos, dementes – os seres diferentes existiram em todas as sociedades de todos os tempos.

No entanto, a maneira como foram e são encarados pode mudar consideravelmente com os sistemas políticos. Neste estudo, você vai acompanhar a trajetória do “louco” de engraçado personagem, solto pelas ruas e aceito pela população das cidades brasileiras do século passado, a perigoso doente, trancado em hospícios e tratado por especialistas, passagem esta que coincide com o início do regime republicano no Brasil.

 

Contra a chibata MARINHEIROS BRASILEIROS EM 1910
Marcos A. da Silva
nº 43
85-11-02043-8

A Revolta da Chibata representa um momento privilegiado de luta popular pelos direitos humanos e pela vigência da cidadania republicana no Brasil - marinheiros, em 1910, exigiram do governo Hermes da Fonseca que fossem extintos os castigos físicos de ordem disciplinar nos navios de guerra; ameaçaram, caso não fossem atendidos, bombardear o Rio de Janeiro, capital da república e maior cidade brasileira naquela época. Este livro discute o assunto a partir dos textos dos revoltosos, noticiário da imprensa e debates parlamentares, salientando a importância política e cultural dessa experiência.


 

Cotidiano de trabalhadores na RepÚblica
SÃo Paulo – 1889/1940
Maria Auxiliadora Guzzo de Decca
nº 130
85-11-02130-2

Se você costuma dizer que “antigamente vivia-se melhor” via mudar de opinião ao ficar sabendo como era o cotidiano de trabalhadores nos primeiros quarenta anos de República no estado de São Paulo.

Reivindicações operárias básicas – melhores condições de trabalho e de vida – foram sistematicamente ignoradas pelos poderes republicanos. Instalada sob a égide da igualdade democrática, a República desde cedo foi duramente repressiva e excludente em relação aos trabalhadores, sobre os quais exercia um controle social de tal ordem que até a educação e o lazer da classe operária eram manipulados no interesse da atividade produtiva.

 

Do nunca mais ao eterno retorno
Uma reflexÃo sobre a tortura
Luciano Oliveira
nº 149
85-11-02149-3

Em países periféricos como o Brasil, a abolição da tortura valeu apenas para os bem situados socialmente. Em nosso país, além da dicotomia dominantes e dominados, presente em todos os países capitalistas, vigora outra ainda mais dura, aquela que, segundo um personagem do romancista Graham Greene, divide os homens em “torturáveis” e não torturáveis. Dessa forma, o grande choque causado pelo regime militar não foi a instituição da tortura, mas o fato de que, sob o reino tenebroso dos DOI-CODI, as classes médias brasileiras, antes protegidas por imunidades sociais, caíram momentaneamente na categoria dos “torturáveis”.


FormaÇÃo do espaÇo agrÁrio brasileiro
Ruy Moreira
nº 132
85-11-02132-9

Aliando concisão e clareza de linguagem, o livro de Ruy Moreira contribui como poucos para o entendimento dos impasses vividos pela nossa sociedade neste final de século. Crítico e bem-informado, Formação do Espaço Agrário Brasileiro analisa em profundidade as causas das enormes desigualdades sociais e regionais que marcam os quinhentos anos de história do país. Mais que respostas prontas às várias questões que suscita, este livro oferece uma percepção aguda dos grandes problemas nacionais.


Guerras do Brasil (1504-1654)
Ataques e invasões durante o Brasil-colônia
Pedro Puntoni
nº 141
85-11-02141-8

Entre 1504 e 1654 os portugueses tiveram de enfrentar outras nações interessadas no espaço econômico americano para consolidar seu domínio efetivo; foram 150 anos de lutas intermitentes.

Analisando todos esses episódios podemos concluir que carece totalmente de fundamento a idéia tão disseminada de que a história colonial, tal como a nacional propriamente dita, não comportou guerras e violências...

 

HistÓria da mÚsica independente
Gil Nuno Vaz
nº 124
85-11-02124-8

Para aquém era músico, desejava divulgar seu trabalho para o grande público e não queria se submeter ás exigências estético-mercadológicas das grandes gravadoras, a saída era uma só: ser independente. E isso queria dizer produzir, divulgar e comercializar seus discos sem depender de ninguém, a não ser do próprio talento e do próprio bolso. Foi o caso de Itamar Assumpção, Tetê Spíndola, Arrigo Barnabé e muitos outros; começaram independentes, e não pararam mais.


Imagens do negro na literatura brasileira
1584-1890
Jean M. Carvalho França
nº 151
85-11-00027-5

Parte significativa do que é hoje a cultura brasileira, melhor, o Brasil, foi construída por negros e mestiços. É redutor pensarmos a nossa história e o nosso futuro sem uma reflexão sobre o significado dessa contribuição. Ao empreendê-la contudo, corremos sempre o risco de contaminá-la com uma série de noções prévias acerca dos indivíduos de raça negra. A mulata faceira, o negro servil, o mulato indolente e outros tantos construtos ainda marcam presença no imaginário do brasileiro. A crítica e substituição desses conceitos passam por um conhecimento mais aprofundado sobre o modo como eles foram sendo forjados. Ao elaborar um mapeamento dos diversos tipos negros presentes em textos escritos entre 1584 e 1890, o autor pretende colaborar para esse necessário desvendamento.


 

Juventude operÁria catÓlica (JOC)
Valmir Francisco Muraro
nº 97
85-11-02097-7

Os problemas materiais dos trabalhadores brasileiros no final da década de 1940 influenciaram a instalação de uma utopia operária no país: o movimento da Juventude Operária Católica. Da situação decepcionante dos trabalhadores surgiu uma força capaz de superar os limites impostos pelo momento histórico. Esse movimento se apresentou como uma força capaz de transformar para melhor o mundo operário da época, como um elemento impulsionador de inovações, de descobertas e até mesmo de revoluções. A JOC não representou apenas um sonho ou uma esperança abstrata, mas significou uma possibilidade que constituía nas fendas propostas pela transformação econômica brasileira.


 

Mata Galegos
Os portugueses e os conflitos de trabalho na República Velha
Gladys Sabina Ribeiro
nº 129
85-11-02129-9

No Rio de Janeiro do início do século, a presença dos portugueses era expressiva. Constituíam a mão-de-obra preferida e valorizada pelos patrões.
“Precisa-se de portugueses...” estampavam os jornais da época. Em um momento de dificuldades econômicas e de carestia, esses imigrantes tornavam-se concorrentes e rivais dos trabalhadores brasileiros, considerados vadios e desordeiros.

“Mata galegos!” era o grito que expressava os ressentimentos populares e podia dar início a uma escalada de insultos ou a uma agressão sanguinolenta. A luta pela sobrevivência criou e reeditou imagens diversas sobre os portugueses e os trabalhadores nacionais, ainda hoje vigentes em nosso cotidiano.

O Barroco Mineiro: Artes e Trabalho
Caio C. Boschi
nº 123
85-11-02123-X
As estátuas dos Apóstolos em Congonhas do Campo, a beleza colonial das igrejas barrocas de Minas, a arte do Aleijadinho... Possibilitadas pelo apogeu do ciclo do ouro no século XVIII, a arquitetura e a escultura coloniais mineiras são dos legados culturais mais belos de nossa história.

Este livro analisa os vários aspectos dessa produção artística, como o mercado consumidor de arte, as condições de trabalho dos artistas e as suas associações. Uma abordagem inovadora de um dos mais ricos períodos históricos e artísticos nacionais.

O continente do Rio Grande
1680-1807
José Honório Rodrigues
nº 111
85-11-02111-6

A partir de uma pesquisa junto às cartas e documentos de época, José Honório Rodrigues relata a saga da conquista e povoamento do Rio Grande do Sul. No início, para impedir incursões espanholas, a  ocupação portuguesa foi feita por soldados recrutados, “mulheres solteiras desimpedidas” e presos, enviados das várias aprtes da colônia. Dessa miscigenação formou-se o povo gaúcho, com uma identidade própria que só seria transformado, em 1824, com a chegada dos primeiros imigrantes europeus aos limites meridionais do Brasil.


 

O coronelismo
Uma polÍtica de compromissos
Maria de Lourdes M. Janotti
nº 13
85-11-02013-6

Paternalista, rico, apegado às tradições e muitas vezes sem qualquer patente militar, o coronel comanda a obediência absoluta de seus jagunços e dependentes, inclusive o voto de cabresto. Nesse estudo, Maria de Lourdes  Janotti faz uma saborosa análise desse sistema de dominação política tão comum na vida de nosso país.


 

O Estado Novo
Antonio Pedro Tota
nº 114
85-11-02114-0

10 de novembro de 1937. em apenas um dia, muita coisa no Brasil mudou. Tropas policiais cercaram o Congresso, os partidos políticos foram extintos, uma nova constituição, a “polaca”, claramente inspirada nos regimes fascistas europeus, colocou os poderes Legislativo e Judiciário sob controle presidencial. Iniciava-se o Estado Novo, um dos momentos mais autoritários e repressivos de toda a história nacional. Uma época em que o Brasil tinha um dono só: Getúlio Vargas.


O fumo no Brasil colônia
Jean Baptiste Nardi
nº 121
85-11-02121-3

Considerado frequentemente como atividade econômica secundária durante o período colonial, o cultivo do fumo foi, muito ao contrário, atividade essencial. Tudo porque unia qualidades indiscutíveis como facilidade de plantio e alto valor comercial, com outras muito discutíveis como ser moeda de troca no comércio escravagista. Ao longo dos séculos XVII e XVIII favoreceu a elevação de renda dos pequenos agricultores e o surgimento de uma rica oligarquia na Bahia que mais tarde aplicaria seus capitais num primeiro surto de industrialização.


 

O governo Goulart e o golpe de 64
Caio Navarro de Toledo
nº 48
85-11-02048-9

Os anos 61/64 podem ser considerados como um dos momentos mais significativos da história política brasileira. A política deixava de ser privilégio do Parlamento e do Executivo e invadia as fábricas, as ruas , o campo e os quartéis. Para os conservadores, foram tempos de 'subversão' e 'caos social'. Para outros, foi um tempo mais criativo e mais inteligente para o país. O golpe militar de 1964 visou estancar esse processo político de crescente mobilização popular. Um golpe contra o povo e a democracia brasileira.


 

O governo JÂnio Quadros
Maria Victoria de Mesquita Benevides
nº 30
85-11-02030-6

Sete anos após o suicídio de Getúlio Vargas, outro presidente, Jânio Quadros, igualmente eleito com expressiva votação popular, deixava o poder de forma dramática. Mas, além de carecer do sentimento de grandeza do gesto do primeiro, a renúncia de Jânio permanece até hoje, no mínimo, polêmica. A comparação é inevitável embora ao carisma de Getúlio se contraponha apenas a caricatura janista, um ator com papel ultrapassado e mistificador. Possuidor de um estilo autoritário, moralista e extremamente personificado, Jânio evocava um populismo de direita, um sintoma da falência do sistema partidário. Maria Victoria Benevides analisa, nesta concisa e inteligente obra, a especificidade do governo Jânio Quadros dentro período populista e as características desse líder tão controvertido e extremado.


 

O Governo Juscelino Kubitschek
Ricardo Maranhão
nº 14
85-11-02014-4

Com a entrega da faixa presidencial ao novo presidente eleito em 1961, Jânio Quadros, terminava um dos governos politicamente mais estáveis da história republicana. Terminava a odisséia dos “cinqüenta anos em cinco” e o sonho de Juscelino Kubitschek. Foram cinco anos de progresso, de instalação da indústria automobilística, da abertura do país ao capital multinacional e da construção da “monumental novacap”: Brasília. Mas também foi a decolagem do processo inflacionário – que vem até hoje – e do brutal endividamento externo, do qual continuamos a pagar os juros.


 

O movimento de 1932
A causa paulista
Maria Helena Capelato
nº 15
85-11-02015-2

O que esteve por detrás da Revolução Constitucionalista de 32, enaltecida pelos seus protagonistas como “o mais belo movimento cívico que já se registrou nos anais políticos do Brasil”? A partir de uma vasta documentação, Maria Helena Capelato analisa de forma elegante e sintética a natureza desta luta que se pretendia liberal, anti-autoritária e patriótica.

Situando o Movimento no contexto mais amplo das lutas sociais, este trabalho busca, entre outras coisas, revelar o lado oculto das lutas de classe que os articuladores de 32 não deixaram transparecer.

OpulÊncia e MisÉria das Minas Gerais
Laura de Mello e Souza
nº 28

85-11-02028-4

Quando a capitania das Minas Gerais conhecia o seu apogeu, milhares de homens viviam na miséria, passavam fome, vagavam sem destino pelos arraiais, tristes frutos deteriorados de um sistema econômico doente e de uma estrutura de poder violenta. Sintetizando a situação colonial de modo exemplar, Tiradentes se referia às Minas como um lugar desgraçado, “porque, tirando-se dele tanto ouro e diamantes, nada lhe ficava, e tudo saía para fora, e os pobres filhos da América, sempre famintos, e sem nada de seu”.

Os quilombos e a rebeliÃo negra
Clóvis Moura
nº 12
85-11-02012-8

Muito se estudou sobre a escravidão, suas causas e consequências. No entanto, pouco se sabe da importância do escravo como ser participante do contraditório processo de lutas e reajustes que caracterizou o sistema escravista. É como se o escravo não tivesse existido, nada tivesse sido sujeito ativo e coletivo do sistema, ou seja, teria sido mero objeto passivo a observar a história... Mas longe de serem uma mancha isolada no processo histórico, as lutas de escravos, sobretudo as quilombolas, exerceram uma fundamental importância na estrutura social e política do país.


 

Partido republicano federal (1893-1897)
José S. Witter
nº 115
85-11-02115-9

Para José Sebastião Witter, os partidos políticos brasileiros não mudaram em sua essência desde a Proclamação da República. Arigando em sua grande parte políticos das mais variadas tendências, reduzem-se ao mais puro fisiologismo. E tudo isso começou com um partido fundado em 1893 por Francisco Glicério e Aristides Lobo: o Partido Republicano Federal, autêntico ancestral de uma linhagem que promete completar o primeiro século vigorosa e bem-sucedida.


 

SÃo Paulo na primeira repÚblica
As elites e a questÃo social
Sílvia Moreira
nº 125
85-11-02125-6

São Paulo, 1ª. República. Capital dos barões do café, terra de diversos presidentes e de milhares de operários. Uma cidade que crescia a olhos vistos, recebendo anualmente milhares de imigrantes, em sua maioria italianos. Berço do anarquismo, das primeiras fábricas e do movimento operário, é desta São Paulo que Silvia Moreira fala, de uma cidade de poder e de muito futuro.


 

SeguranÇa nacional
Roberto R. Martins
nº 112
85-11-02112-4

Falar que os últimos 20 anos de ditadura militar foram os mais vergonhosos da história do Brasil já virou um lugar comum, mas não deixa de ser a pura verdade. Em nome de uma tal “segurança nacional”, cuja doutrina ganhou corpo na Escola Superior de Guerra, as pessoas tiveram seus direitos fundamentais ultrajados, a censura mandou e desmandou. As esclarecer a Doutrina de Segurança Nacional este livro não pretende colocar a tragédia no passado. Quer sim alimentar as questões que devem ser agora resolvidas pelos cidadãos brasileiros: a democratização é compatível com os ditames da ESG? A “Nova República” aceita a adaptação ou exige a revogação total da lei de Segurança Nacional?


 

Tio Sam chega ao Brasil
A penetração cultural americana
Gerson Moura
nº 91
85-11-02091-58

Brincamos de vídeo-game e ouvimos rock de grupos chamados Kiss, Dire Straits e Village People. Vamos ao Ms´Donald´s de T´Shirt e blue jeans e comemos hot-dog, hamburger e chips, quase sempre com
Coca-cola. Fomos beatniks e hippies e hoje somos punks ou new waves. A novidade patológica do momento é a aids... Tio Sam chegou ao Brasil no começo dos anos 40 com força total. Mascando chiclete ao som de boogie-woogie, vimos a larga avenida de mão dupla conhecida como Política de Boa Vizinhança se transformar numa rua estreita, one way...