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A classe operÁria tem dois sexos
Trabalho, dominaÇÃo e resistÊncia
Elisabeth Souza-Lobo
A classe operária tem dois sexos, o masculino e o feminino, e não apenas um, como parecem sugerir os estudos clássicos e o discurso sindical dominante. Esse é o ponto de partida de uma reflexão apaixonada e invulgar sobre as relações entre gênero e classe social, gênero e ação política. Os ensaios reunidos neste livro são frutos de mais de uma década de pesquisa universitária e militância política da autora. |
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A fala dos homens
Estudo de uma matriz cultural de um Estado do Mal-Estar
Maria de Lourdes Manzini-Covre
85-11-08036-8
Este livro é um rigoroso estudo sobre a gama de tecnocratas desconhecidos-diplomados-“competentes”-pós-graduados-cidadãos que assumem cargos-chave na administração pública sem qualquer comprometimento real com os problemas da população. Um estudo que decididamente contribui para a compreensão da nossa realidade e para a superação do impasse. |
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A guerra dos meninos
Assassinatos de menores no Brasil
Gilberto Dimenstein
85-11-14084-0
Impossível manter-se indiferente diante desta revelação: no Brasil há grupos de extermínio assassinando crianças – uma por dia. São meninos e meninas torturados e maltratados rotineiramente por grupos encarregados de “manter a ordem”. Tal é a realidade do menor marginalizado em várias cidades brasileiras, como prova o relato estarrecedor do jornalista Gilberto Dimenstein. |
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A idÉia de Brasil moderno
Octávio Ianni
85-11-08075-9
Reunião de ensaios sobre temas como o Brasil moderno, a dialética da história, a questão social, raça e povo, cultura e sociedade, Brasil-nação. |
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A moderna tradiÇÃo brasileira
Cultura brasileira e indÚstria cultural
Renato Ortiz
85-11-08064-3
Afirma-se normalmente que “o Brasil mudou” na década de 1980. Mas em que sentido? É a o partir dessa pergunta que Renato Ortiz retoma a problemática da cultura brasileira, para a qual as idéias de modernização e de modernidade não mais se apresentam como um projeto – como nos anos 1940, 1950 e 1960 –, mas como uma realidade que se impõe como tradição. |
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A questÃo agrÁria no Brasil
Caio Prado Júnior
85-11-08003-2
Na apresentação, José Eli da Veiga resgata a atualidade de seu pensamento e o caráter emancipatório de suas idéias, quando compara a análise da estrutura agrária brasileira feita pelo autor, com base no recenseamento de 1950, e as conclusões que se podem extrair do Censo Agropecuário de 1995/1996. A resultante, passados mais de quarenta anos, é uma só. A questão agrária, retomando as palavras de Caio Prado Júnior, pouco mudou: “deplorável miséria material e moral da população trabalhadora do campo brasileiro”. |
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A revoluÇÃo Brasileira
Perspectivas em 1977
Caio Prado Junior
85-11-08004-X
A teoria da revolução analisada pelo método dialético: a interpretação da conjuntura presente e do processo histórico que resulta. Obra que valeu ao seu autor o título de intelectual do ano em 1966. |
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A sociedade informÁtica
As conseqÜÊncias sociais da segunda revoluÇÃo industrial
Adam Schaff
85-11-14081-6
Numa linguagem acessível, Schaff busca propostas e soluções alternativas para os problemas derivados da grande revolução fundada na informática, na microeletrônica, na biotecnologia. |
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Carnaval brasileiro
O VIVIDO E O MITO
Maria Isaura Pereira de Queiroz
85-11-0874-0
Um fascinante estudo sobre o Carnaval, sua organização e integração na sociedade brasileira, em que a autora – participante da festa desde a mais tenra idade – enriquece a rigorosa pesquisa sociológica com sua memória saborosa. |
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Coisas ditas
Pierre Bourdieu
85-11-08069-4
Este livro apresenta extensas conversas entre o autor e etnólogos, economistas e sociólogos. Nelas, Bourdieu esclarece certos aspectos de seu trabalho, explica os pressupostos filosóficos de suas pesquisas e evoca a lógica concreta de suas investigações. Ao mesmo tempo, as objeções mais freqüentes a seu trabalho são discutidas e refutadas. |
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Crianças e adolescentes no mercado de trabalho
Cheywa R. Spindel
85-11-08068-6
Com base nas histórias de cerca de mil menores legalmente inseridos no processo de produção formal, e nas entrevistas com seus empregadores, Cheywa Spindel presta grande contribuição aos formuladores de estratégias de ação em relação ao menor, que sempre buscaram suas soluções na necessidade de uma política de passagem do menor do trabalho ilegal para o trabalho legal, sem se aprofundar nas questões que envolvem a viabilização desta “operação repasse”. |
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Cultura e modernidade
A França no século XIX
Renato Ortiz
85-11-08072-4
Para entender o tipo de civilização que nasceu da Revolução Francesa e da Revolução Industrial, Renato Ortiz reconstrói o cotidiano de Paris ao final do século XIX. Discute as novas formas de relacionamento humano, consumo e lazer que ganharam terreno com a expansão da eletricidade, das comunicações telefônicas, dos grandes magasins, das técnicas modernas de impressão. |
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DialÉtica do indivÍduo
O indivÍduo na natureza, histÓria e cultura
Massimo Canevacci (org.)
85-11-08013-9
Textos de vários pensadores – Freud, Jung e Nietzsche, entre outros –, reunidos e organizados por Canevacci, traçam a trajetória do indivíduo, de suas origens à era da decadência. |
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Direitos humanos
Um debate necessÁrio
Vários autores
85-11-11034-8
Por meio da análise dos aspectos particulares da luta pela liberdade, os autores dos diversos textos aqui reunidos contribuem para a reflexão e para a prática educativa dos direitos humanos. |
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Direitos humanos e...
Volume 1 – medo, aids, anistia internacional, Estado e literatura
A. C. Ribeiro Fester (org.)
85-11-14076-X
Este é o primeiro volume da coleção que integra o projeto “Educação em Direitos Humanos”, da Comissão Justiça e Paz de São Paulo, destinado ao público em geral, aos interessados em direitos humanos em particular, e de grande utilidade junto aos alunos e professores no aprendizado do respeito mútuo e da vida vivida em dignidade e plenitude. |
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Direitos humanos e...
Volume 2 – energia, crianÇa, urbanismo e dÍvida externa
A. C. Ribeiro Fester (org.)
85-11-14086-7
Este é o segundo volume da coleção que integra o projeto “Educação em Direitos Humanos”, da Comissão Justiça e Paz de São Paulo, destinado ao público em geral, aos interessados em direitos humanos em particular, e de grande utilidade junto aos alunos e professores no aprendizado do respeito mútuo e da vida vivida em dignidade e plenitude. |
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DISSERTAÇOES SOBRE A REVOLUÇAO BRASILEIRA
Raimundo Santos
8512345675
Este livro busca relembrar passagens da trajetória intelectual de Caio Prado Jr., publicista do pensamento social, oferecendo uma trilha a ser revisitada pelas esquerdas brasileiras. |
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Drogas e cidadania
RepressÃo ou reduÇÃo de riscos
Alba Zaluar (org.)
85-11-08077-5
Este livro preenche uma lacuna no debate sobre a questão da criminalização das drogas ilícitas e da alternativa da descriminalização, debatidas por especialistas e estudiosos do assunto. |
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Elogio da diferenÇa
O feminino emergente
Rosiska Darcy de Oliveira
85-11-16017-5
Um diálogo amigo entre homem e mulher, um diálogo em que diferença não signifique predomínio do masculino sobre o feminino, um diálogo que opere uma mudança civilizatória. Ess é a “desvairada utopia” deste livro fundamental para a reconstituição do feminino – e do masculino. |
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Esposa, a mais antiga profissÃo
Danda Prado
85-11-16006-X
O início do percurso foi responder a uma inquietação: por que persiste – embora a qualidade de vida das esposas seja, muitas vezes, excelente – uma melancolia, mesmo uma infelicidade perante esse destino? Este livro demonstra que as mudanças nos direitos das esposas à cidadania, em realidade, se resumem à extensão também para elas dos direitos já existentes para a mulher solteira. Porém, por meio da educação formal e informal, mantêm-se, em todas as mulheres, os traços da “feminilidade” compulsória, o que traz em seu bojo a limitação de seu acesso à cidadania plena. |
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FormaÇÃo do Brasil ContemporÂneo
Caio Prado Jr.
85-11-13016-0
Centrado nos quatro séculos da Colônia ao Império, este livro apresenta nossa história de um ponto de vista inovador e progressista. Um clássico das ciências humanas no Brasil. |
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Max Weber e a HistÓria
Catherine Colliot-Thélène
85-11-13116-7
Sob quais condições se pode compreender a ação dos agentes sociais? A discursividade das ciências humanas, da sociologia e da história, particularmente, coloca em jogo os procedimentos irredutíveis das ciências exatas? A estas questões, sempre atuais, a obra weberiana propõe respostas ainda não ultrapassadas. Sua reflexão sobre a metodologia de um saber empírico da história tem por fundamento uma teoria da modernidade, nascida da polêmica com os economistas e historiadores de seu tempo, e na qual heranças de Marx e Nietzsche são conscientemente assumidas. Antes de tudo, Weber nos convida a refletir sobre o elo entre a racionalidade científica e as estruturas de um mundo que possui nome: Ocidente. |
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Meretrizes e doutores
Saber mÉdico e prostituiÇão no Rio de Janeiro (1840-1890)
Magali Engel
85-11-08067-8
No final do século XIX e início do XX, cabia à medicina social um lugar de destaque na tarefa de organizar o “caos urbano”, do qual a prostituição fazia parte. Meretrizes e doutores é um estudo sobre os textos médicos produzidos no Rio de Janeiro entre 1840 e 1890, revelando a implícita necessidade de se enquadrar em padrões burgueses os comportamentos sociais, afetivos e sexuais dos indivíduos que habitavam a cidade. Essa transformação do corpo, do desejo e do prazer em objetos de estudo marcou o início da constituição de uma ciência sexual, que hoje se encarrega de impor os controvertidos limites da sexualidade sadia. |
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Mitologia da mineiridade
Maria A. Nascimento Arruda
85-11-08071-6
Desconfiado, introvertido, irônico, hospitaleiro, proseador, político hábil: um mineiro. Essa fórmula, presente no anedotário popular, na literatura, nos discursos políticos, configura a mitologia da mineiridade. Mais que verificar se corresponde ao mineiro de carne e osso, a socióloga e historiadora da USP Maria Arminda do Nascimento Arruda investiga como essa descrição foi sendo construída, transmitida e disseminada. |
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MundializaÇÃo e cultura
Renato Ortiz
85-11-08078-3
Na virada do século, percebemo-nos “cidadãos do mundo” – não no antigo sentido, de pessoas viajadas, mas sim das que compartilham um mesmo cotidiano. Marlboro, Disney, fast-food, lojas, chocolates, computadores invadem nossa vida, nos constrangem ou nos libertam, fazem parte da mobília do dia-a-dia. Esta é uma reflexão sobre a mundialização da cultura e a inevitável reorientação das sociedades atuais. |
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MundializaÇÃo SABERES E CRENÇAS
Renato Ortiz
8511000852
Durante a década de 1990 a problemática da mundialização, particularmente no que se refere à cultura, desenvolveu-se com dificuldade, e a temática, nas Ciências Sociais, não tinha ainda o ‘direito de cidadania’. Muito das críticas existentes negavam o próprio processo, considerando-o meramente como uma ideologia. Isso mudou. A globalização se consolidou como um processo real, diversificado, pleno de contradições. No entanto, este é o problema. Ao se impor, a problemática banaliza-se; ela penetra os programas de televisão, os boletins econômicos, os jornais, as conversas cotidianas. Cria-se a seu respeito um senso comum planetário. As dúvidas anteriores são substituídas por uma visão com pouca, ou nenhuma, perspectiva crítica, ajustando-nos à idéia de que “tudo se globalizou”. Neste contexto, é necessário romper o consenso que se forma em torno das interpretações sobre os problemas e questões relevantes da atualidade; aceitá-lo seria renunciar ao pensamento sociológico. Por outro lado, já não é mais suficiente constatar a existência do processo, o momento é outro, é preciso qualificá-lo. Foi este o intuito do autor quando escreveu os ensaios que compõe este livro - ir além das verdades aparentes e de um entendimento que se conformasse apenas com a constatação das mudanças. |
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Negro nas terras do ouro
Cotidiano e solidariedade (século XVIII)
Julita Scarano
85-11-13112-4
O cotidiano de escravos, forros, negros e mulatos nas Minas Gerais do século XVIII – denominados na época gentes de cor – é o objeto central deste livro. Partindo de questões aparentemente simples (o que comiam, como se vestiam, onde moravam), a autora reconstitui a vida diária dessas pessoas, a maneira como aproveitavam as brechas do sistema, desvendando o que tornava a vida delas possível ou insuportável. |
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O prÓximo e o distante
JapÃo e modernidade – mundo
Renato Ortiz
85-11-00050-X
Neste Novo Livro de Renato Ortiz, as coordenadas de tempo e espaço se encontram para fornecer um retrato singular do Japão. A história dessa grande nação é o permanente pano de fundo. Como nos precedentes trabalhos desse autor, a copiosa informação que nutre o relato é fundada em uma pesquisa séria e bem-orientada. É essa combinação que presidiu a formulação das idéias e o processo de redação. Os temas dominantes são o isolamento do país durante séculos, graças à sua feição insular, a questão da tradição examinada sob a ótica das relações de trabalho e da organização familiar e social, e o debate sobre a identidade nacional fortemente preservada no processo de conciliação do país com uma vida internacional cada vez mais ativa e envolvente. (Milton Santos) |
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O triunfo da terapÊutica
Philip Rieff
85-11-15040-4
“É possível aos homens civilizados crerem?”, perguntava Dostoiévski. O norte-americano Philip Rieff atualiza a questão: “É possível a homens que não crêem serem civilizados?” Um dos principais críticos do pensamento psicanalítico e um dos maiores especialistas em Freud, Rieff associa psicologia, sociologia e religião para discutir a organização cultural da personalidade. O Triunfo da Terapêutica parte de uma observação de Camus – “Há toda uma civilização a ser refeita” – para se dirigir a “leitores inquietos, em cujos corações e mentes uma cultura está morrendo, a cultura cristã, enquanto nenhuma outra consegue força suficiente para nascer”. |
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RAÇAS E CLASSES SOCIAIS
Octavio Ianni
8511080627
Em 1988 a Abolição da Escravatura completou um século. No entanto, até hoje, a questão racial não foi resolvida. A idéia de que não há preconceito não convence nem aos brancos. O preconceito existe, é arraigado, e é criado e recriado no interior das mais diversas desigualdades sociais. Aqui. Octavio Ianni reúne escritos seus de várias épocas, (de (1955-1984) que se referem tanto à sociedade brasileira como um todo quanto a determinadas situações, cidades e regiões. Discute a questão étnica e afirma que a democracia racial só será alcançada quando negros, mulatos, índios, imigrantes, todo o povo brasileiro, tiverem conquistado uma democracia política e social. Será a verdadeira abolição. |
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Sendero luminoso, Peru
Uma reportagem
Alain Hertoghe e Alain Labrousse
85-11-29009-5
Escrito pelos jornalistas Alain Hertoghe e Alain Labrousse, este livro-reportagem combina magistralmente informação e análise, jornalismo e sociologia. Apoiados em depoimentos das pessoas em contato diário com uma das guerrilhas mais misteriosas do mundo, os dois escreveram a primeira história do Sendero e analisaram sua ideologia. |
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Sentimentos modernos e famÍlia
Maria Angela D’Incao
85-11-00002-X
Uma releitura de Memórias de um sargento de milícias, das comédias de Martins Pena e dos romances de Joaquim Manuel de Macedo foi o ponto de partida da autora para analisar as mudanças ocorridas na estrutura da família brasileira e reiterar a forte conexão entre arte e sociedade, que pode ser revista nas maneiras pelas quais os heróis são apresentados, no surgimento e declínio de gêneros particulares e na linguagem em si mesma. |
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SuicÍdio: testemunhos do adeus
Maria Luiza Dias
85-11-15050-1
Na cidade de São Paulo, cerca de 1.100 pessoas se suicidam todo ano; sozinho, o Hospital das Clínicas registra a média anual de 120 casos. O que leva tanta gente a abreviar a própria vida? Em busca de respostas, a psicóloga e socióloga Maria Luiza Dias analisou as chamadas “mensagens de adeus” – bilhetes, cartas, fitas de áudio deixados por suicidas.
Nesses testemunhos (que o livro traz na íntegra), manifesta-se o desespero de quem não encontra nada mais a fazer de sua existência. No ápice de um comportamento auto-destrutivo, desejam ativamente morrer. Mas o livro mostra que não é possível falar da morte, sem antes pensar na vida – e, assim, examina, de forma extremamente original, as relações humanas na sociedade moderna. |
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Um olhar francÊs sobre SÂo Paulo
Claude Olievenstein e François Laplantine
85-11-18202-0
Neste livro, Claude Olievenstein e François Laplantine – intelectuais franceses cartesianamente apaixonados por São Paulo – mostram toda a cidade que lhes é dado ver. Não é tratado sociológico, não é um ensaio de antropologia cultural, não é um estudo de psicologia social, não pretende esgotar o assunto. Mas percorre, com verve e inteligência, essas e outras áreas, ao longo de oito capítulos que vão compondo retratos parciais, surpreendentemente aliciantes e reveladores, da cidade de São Paulo. (Carlos Felipe Moisés). |
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UMA UTOPIA DO GOSTO
Waldenyr Caldas
85-11-18202-0
"Gosto não se discute", diz o conhecido provérbio, pois cada indivíduo tem o seu, e de tal forma enraizado que contestá-lo parece, à primeira vista, contestar a própria personalidade de quem o possui. A utopia proposta neste livro defende, ao contrário, a idéia de que o gosto pode, deve e precisa ser discutido. Não para classificá-lo, torná-lo instrumento a serviço de algum grupo, mas para criar a possibilidade de uma verdadeira compreensão do outro, sem, com isso, negar ou desvalorizar o dele próprio. Uma utopia na qual cabem todos os gostos, sem des-gostos. |
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