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64
Fernanda Pompeu
85-11-00099-2
'64' traz sessenta e quatro histórias envolvendo situações em torno do golpe militar e seus anos subseqüentes. Há um pouco de tudo - personagens de direita, de centro, de esquerda e de esquerda volver. Há os culpados da hora e os inocentes de sempre. O livro é de ficção, mas a paisagem é histórica. Da forma como está escrito - sintético e direto - pode ser apreciado pelas novíssimas gerações. Gente que, felizmente, não faz idéia do que foi o Brasil sob os governos militares. No entanto, a sabedoria popular acerta, mais uma vez, ao dizer - é necessário saber para não repetir. '64' é bem-humorado e amargo ao mesmo tempo. Poderia ser diferente? Claro! Mas aí seria outro país, outra história, outra autora, outro livro. A autora acrescentou no final do livro, uma cronologia relacionada aos eventos que se seguiram ao golpe de 64, bem como um 'glossário' sobre uma série de termos muito empregados em política naquela época e em épocas posteriores. Isso tudo tornou o livro didático, facilitando sua utilização em escolas, além de proporcionar gostosa leitura.

 

 

 

A CanÇÃo de Beatriz e outros poemas
Poesia reunida (1966/1990)
Ruy Espinheira Filho
85-11-18168-7

Coletânea da obra poética do jornalista e escritor Ruy Espinheira Filho, cronista de todos os dias, que vive a poesia com a dedicação religiosa dos que carregam a fé inabalável no pecado original. Um livro para quem não esquece de levantar os olhos para o céu, de vez em quando, e ver a vida sorrindo lá em cima. (Carlos Barral)

 

 

 

A exprESSÃO AMERICANA
José Lezama Lima
85-11-18129-6

Nesta obra, originalmente cinco conferências lidas no Centro de Altos Estudos de Havana, Cuba, o autor compendiou vários séculos da vida e da arte americanas – desde os heróis das cosmogonias pré-colombianas, passando pelos conflitos da colonização, pelos artistas mestiços do barroco, pelos rebeldes românticos da Independência, até os poetas populares do século XIX e os vanguardistas do século XX.

 

 

 

A fase do rubi
Pilar Pedraza
85-11-23106-4

Romance da autora espanhola Pilar Pedraza, romancista, historiadora e pesquisadora. Deliciosamente picante e envolvente.

 

 

A quem interessar possa
Bebéti do Amaral Gurgel
85-11-18201-2

Nós queríamos ser amadas pelo que éramos. Eu gostava de pessoas que se gostavam. Gostava de pessoas inteiras. Betti Blue dizia que ela e Betti Existência eram uma laranja inteira cada uma. Ninguém era meia laranja de ninguém.

 

 

A terceira perna
Vilma Arêas
85-11-18189-X

Reunião de contos curtos. São narrativas retiradas da memória e do esquecimento, essencialmente femininas, pontuadas pela invenção e pela surpresa, um surrealismo que ultrapassa o realismo.

 

 

ABRIGO NO BRASIL
Gudrun Fischer

8511000801

Mulheres judias alemãs abrigadas no Brasil contam sua fuga da Alemanha nazista. Suas lembranças são comoventes e dolorosas, estimulantes e informativas. Cada uma elabora a fuga de forma diversa, o que se reflete na variedade dos relatos; ora irônicos, ora secos, alguns sintéticos, outros minuciosos e detalhados. Quanto ao destino Brasil, nenhuma das entrevistadas neste livro afirmou que tivesse sido 'o o abrigo de seus sonhos'. Mas foi o abrigo possivel.

 

 

Algemas
Marta Traba
85-11-18206-3

É Montevidéu, uma Montevidéu atual, velha cidade tomada e degradada; triste e aterradora. De silêncio ignominioso. Nela, tem lugar uma conversa entre duas mulheres de gerações diferentes: uma tem 40 anos, a outra, 28. A conversa dá forma a uma única determinação: a luta. Desemboca em um único presente: a morte. A mulher mais velha fala a partir de um estado de perplexidade, sobressalto, que até hoje a invade diante da maneira de entender a vida de um grupo de jovens que mais pareciam “meninos saídos prematuramente da escola” a existências decididas a dizer não, a enfrentar a morte, a dor e, agora, o pânico e a impaciência.
A mais jovem é a raiva; a vida partida; a sensação de ter-se exaurido para realizar um protesto milenar diante da injustiça. Com tudo isso e mais seu ressentimento, no entanto, ela sabe que só uma coisa não era possível: ficar de fora.
Na atmosfera da narração está o terror, a impotência, o silêncio dos desaparecidos, a frieza do torturador. Estão os milhares de mortos e a força selvagem da ordem vigente. E, subversiva, latente, intensa, está a fé na luta.

 

 

AS ÁGUAS DO MEU POÇO
Ivone Gebara
 8511000828

Em busca de uma verdadeira liberdade para si e para todos, uma mulher, Ivone Gebara, debruça-se à beira de seu poço para escutar suas águas profundas. Ela procura e descreve esse caminho, onde se esfuma a fronteira entre ciência e emoção. Levando em conta o eco de sua própria história, ela vai aos poucos desenhando, com impressionante lucidez, as novas faces da liberdade. Mergulhar em sua interioridade para enfrentar os conflitos, mesmo aqueles aparentemente sem saída, constitui, na visão da autora, um dos caminhos que podem levar à liberdade. Em um mundo de crescentes desigualdades, no qual o pensamento se vê ameaçado pela cultura "global", beber 'As águas do meu poço' é um convite à descoberta da aventura singular de cada um.

 

 

 

As idades de Lulu
Almudena Grandes
85-11-18181-4

As Idades de Lulu se aprofunda no mundo complexo das relações amorosas, trata da experiência erótica que empurra os amantes a transgredir os limites do próprio equilíbrio, quando não querem ver morrer o desejo sexual. (Comentário do júri do XI Prêmio La Sonrisa Vertical de literatura erótica, concedido a Almudena Grandes em 1989).

 

 

As mil e uma noites
Damas insignes e servidores galantes – volumes 1 (85-11-18135-0) e 2 (85-11-18153-9)
Os corações desumanos – volumes 3 (85-11-18156-3) e 4 (85-11-18175-X)
As paixões viajantes – volumes 5 (85-11-18176-8) e 6 (85-11-18178-4)
O sabor dos dias – volumes 7 (85-11-18179-2) e 8 (85-11-18180-6)
Pesquisa de René R. Khawam

Esta edição das Mil e Uma Noites é a única do mundo baseada exclusivamente em manuscritos originais. O principal deles, conservado na Biblioteca Nacional francesa, data do século XIII. São 39 anos de pesquisa paciente de René R. Khawam, que, finalmente, frutificaram um texto definitivo para essa obra-prima tantas vezes traída... Aqui, ela recupera suas virtudes originais: impertinência, acidez visionária e voluptuosa crueza. O texto é dividido em oito volumes.:

 

 

CAIO PRADO JR. – UM INTELECTUAL IRRESISTÍVEL
Maria Célia Wider
978 85 11 001181

Historiador, geógrafo, economista, filosofo, político e editor, Caio Prado Jr foi um dos maiores intelectuais brasileiros de século XX e um dedicado militante comunista.Rompeu tradições sociais, sofreu exílios e prisões, sem nunca abrir mão de seu pensamento independente. 

 

 

CHOCOLATE AMARGO
Renata Pallottini
9788511001426

“A poesia de Renata Pallottini possui dois registros fundamentais. Um indignado, que se volta para os humilhados e ofendidos (...) e o outro mais lírico, de caráter existencial. Mas ambos os registros não formam unidades isoladas, tanto que neles é perceptível a mesma visão de mundo: a idéia de que a realidade fere a concepção de que poeta é um filho sensível disso tudo.

Vem daí que a poesia de Renata seja ao mesmo tempo terna e crua, dolorosa e resignada, plangente e irônica. A existência dos contrários justifica-se pelo fato de sua poesia ser tudo, menos complacente ou mesmo bem comportada.” (Álvaro Cardoso Gomes)
 

  CHUVA SOBRE HAVANA
Julio Travieso Serrano
9788511001563

A capital de Cuba, que há mais de meio século tem presença permanente no imaginário do mundo inteiro, é retratada neste romance de Julio Travieso Serrano de forma impressionante. Aqui, um povo cuja vocação parece ser a da alegria, da música, do sensualismo tropical, da criatividade e cordialidade (em muitos aspectos identificado com os brasileiros), surge eivado de problemas, às voltas com sua moeda nacional a que ninguém dá valor, com a falta de empregos, com a necessidade de evadir-se dessa belíssima ilha, “pérola das Antilhas”, em botes sobre pneus de caminhão. Os ex-combatentes da ditadura de Batista caídos em desgraça, como o narrador desta história, podem tornar-se permuteros, negociantes rasteiros de imóveis desocupados. Uma mulher adorável, Mónica, é jinetera, prostituta à busca dos dólares de estrangeiros em Havana. Eles se apaixonam, num frenesi erótico que tem força para acabar bem e “carma” para acabar mal. Celebração à beleza transgressora de Cuba e especialmente ao incomparável charme degradado de Havana velha e nova, linda e suja, este livro de um cubano que ama a ilha pode ser um convite irresistível a conhecê-la, com passagem de volta devidamente marcada.
 

 

Como a prÓpria vida
Paco Ignacio Taibo II
85-11-18167-9

O novo delegado acha que pôr ordem na cidade é tão simples quanto escrever livros policiais. O assassinato de uma fotógrafa norte-americana desfaz suas ilusões. Entre pistoleiros, índios e políticos corruptos, ele vive um pesadelo interminável.

 

 

Contos da gaveta – ninguÉm mais seria ingÊnuo
Noemio Brzostek
85-11-00024-0

O palhaço faz rir os outros, enquanto esconde as lágrimas frente aos infortúnios; assim faz Noemio em suas crônicas, quando encobre os dramas da realidade com ironia, humor e, por vezes, sarcasmo. Porém, mantendo sempre o otimismo.

 

 

CYBER SENZALA
Jair Ferreira dos Santos
8511001042

Um universo comandado pelo dinheiro e pela competição não vai produzir anjos. E são justamente os filhos do mundo contemporâneo, com suas ambições e seus vazios interiores, que habitam os dez contos de Cybersenzala do ficcionista, poeta e ensaísta Jair Ferreira dos Santos. Os textos de Jair Ferreira dos Santos mostram personagens que poderiam muito bem ser reais, sentados à mesa de bares descolados, freqüentando festas, trabalhando na baia ao lado. Personagens para quem o glamour é mérito ou é preferível ao mérito e para quem o desejo realizado é impossível de viver. A ironia é artifício do autor para tratar da comédia humana e do conformismo da atualidade. Solidão, ambição, inveja, indiferença e tantos outros sentimentos e situações contemporâneas estão nos contos.

 

 

DESUMANO
Olívia Maia
8511000968

Em 'Desumano', romance de Olivia Maia, Márcio, o narrador, tenta provar que não, não matou a mãe. Uma mulher está estirada no chão sobre uma poça de sangue e o filho, ao lado, paralisado; olhando-a como se fosse pela primeira vez. Sua roupa está encharcada com o sangue da mãe e o ferimento na cabeça diz que ele também havia sido atingido pelo assassino. Tem nojo de tudo. Do sangue, do cheiro, da mãe com o pescoço cortado e o maxilar estraçalhado. Não se lembra de nada e por isso mesmo é um dos suspeitos. Mas que motivos ele teria para matar a mãe?

 

 

Ditos e desditos
Karl Kraus
85-11-12048-3

Temido, odiado ou venerado pelos seus contemporâneos, o jornalista Karl Kraus (1874-1936) foi editor, por 37 anos, da revista Die Fackel (O Archote), além de romancista, poeta, ensaísta e lingüista. O melhor de seus aforismos está neste livro, onde não perdoa ninguém, nem os homens, nem as mulheres, muito menos o artista, que ele soube encarnar tão bem.

 

 

Écue-Yamba-Ó
Alejo Carpentier
85-11-18128-8

Primeira novela do cubano Alejo Carpentier, que começou a escrevê-la na prisão, no final da década de 1920, após assinar um manifesto contra o ditador Machado. Bastante influenciado pelas vanguardas artísticas européias, não deixa de apontar para a necessidade de valorização dos aspectos fundamentais do universo cultural latino-americano.

 

 

Eleanor de AquitÂnia
Uma biografia
Marion Meade
85-11-26021-8

Mãe de um herói – Ricardo Coração de Leão – e de um vilão – João Sem Terra –, mulher de dois reis – Luís VII de França e Henrique II de Inglaterra. Bela, independente e teimosa, Eleanor de Aquitânia é uma personagem síntese. Nesta biografia, o leitor vê, fascinado, o século XII cobrar vida diante de si.

 

 

Entre Árabes e judeus – uma reportagem de vida
Helena Salem
85-11-29011-7

Transitando entre autobiografia e livro-reportagem, esta obra apresenta as reflexões de uma menina judia, de nome árabe, que viveu em país católico e freqüentou escola protestante, e – ironia da vida – tornou-se, posteriormente, jornalista especializada em cobrir os conflitos entre árabes e israelenses.

 

 

ErÓtica
Contos eróticos escritos por mulheres
Bebéti do Amaral Gurgel (org.)
85-11-18207-1

Reunião dos contos vencedores do “Concurso de Contos Eróticos Escritos por Mulheres”. A tônica da obra é a diversidade – de idades, de experiências, de gostos e situações –, numa possível amostra do que é o erótico para a mulher brasileira.

 

 

FÉ E FOGO
Marco Adolfs

Em Fé e Fogo, um romance histórico, que se passa durante a construção de um templo no norte do Brasil, em meados do século XIX, na Cidade de Nossa Senhora da Conceição da Barra do Rio Negro, atual cidade de Manaus. A então Cidade da Barra é retratada em seu dia a dia, enquanto a igreja, a atual Catedral Metropolitana, é levantada. Reconstruído após um incêndio ocorrido em 1850, esse templo foi uma obra que levou dezenove anos para ser concluída, envolta em mistérios e conflitos paralelos de toda ordem. Essa demora na construção da igreja revela as dificuldades inerentes àquele momento histórico: falta de dinheiro, materiais e escravos; e conflitos políticos e religiosos, como o enfrentamento de presidentes provinciais com os movimentos messiânicos do alto Rio Negro e os embates entre a maçonaria e alguns representantes do clero.

 

 

Fogo dos rios
Fernando Paixão
85-11-18125-3

O mundo é infinito e eterno: nele e com ele, o tempo é infinito e eterno, mas instantâneo para cada ser efêmero: Fernando como que nos diz que sua poesia é instantânea e efêmera, pois que de um ser efêmero para outro ser efêmero. Sua eternidade está em que pode oferecer-se com tal pureza, com tal despojamento, com tal coragem e com tal música das esferas e ritmo dos sonhos, que a ninguém caberá atribuir-lhe mistérios, além dos mistérios naturais. (Antônio Houaiss)

 

 

Folhas das folhas de relva
Walt Whitman
85-11-05011-6

Toda revolução digna deste nome produz seu grande poeta. “Antena da raça”, o poeta capta, nos tempos de comoção social, a tremenda energia vital liberada pelas grandes transformações coletivas, em seu momento agudo, revolucionário ou insurrecional. Assim, se Maiakoviski é o poeta da Revolução Russa, não é exagero dizer que Walt Whitman (1819-1892) é o poeta da Revolução Americana, ocorrida uma geração (1776) antes do seu nascimento. (Paulo Leminski)

 

 

HISTÓRICO E RES. DA OBRA INF. DE MONTEIRO LOBATO
Hilda J. Vilela
8511000135

A literatura infantil brasileira tem um antes e um depois, sendo seu marco mais inquestionável a obra de Monteiro Lobato. Personagens irreverentes e espertos, falando o português mais brasileiro possível, entretanto no imaginário de milhões de crianças e ainda continuam a encantar com suas aventuras no sítio do Picapau Amarelo. Esta obra reúne resenhas sobre todos os livros infantis escritos por Lobato, constituindo-se um excelente guia para educadores e contadores de histórias que desejem apresentar o grande autor a novos leitores. Traça ainda um histórico de suas publicações, apresentando curiosidades sobre Emília, Narizinho e todos os mágicos personagens lobatianos.
 

 

ILHAS, VEREDAS E BURITIS
Eliane Lage
8511000836

Este é um relato para a história do cinema brasileiro. Mas acima de tudo é uma narrativa que se lê com prazer e emoção, porque mostra a construção interna de uma mulher em um mundo em transformação veloz. Vai da agitação das metrópoles e da vida em sociedade ao bucolismo e paz campestre. Eliane deve figurar na galeria de grandes mulheres brasileiras, porque sua vida vai ajudar muita gente a se entender, se modificar. Quer emoção? Aqui está. Determinação? Também encontrará. Humor? Permeia o livro. O passado? Está presente. O futuro? É hoje. Os caminhos? O da verdade e sinceridade, do desprendimento e da entrega. Em um breve depoimento, Anselmo Duarte, que contracenou com Eliane em Sinhá Moça, e foi em sua época um ídolo que chegava ao estúdio em um Jaguar prateado, escreveu uma palavra que a define com perfeição - 'Verdadeira'. É o que se depreende deste livro. . O livro traz a história de uma mulher que soube se renovar a cada ciclo. Eliane Lage sempre olhou para seu tempo com uma visão crítica, aguda, muitas vezes distanciada, percebendo valores que não eram reais, entendendo a mistificação, a representação, o supérfluo, a vaidade.

 

 

IntroduÇÃo Á literatura negra
Zilá Bernd
85-11-18130-X

Zilá Bernd encontra um paralelo entre as produções poéticas afro-brasileira e caribenha. Ilumina, assim, algumas regiões da história da literatura brasileira que permaneceram à margem, lançando-as no debate crítico e no centro da discussão literária contemporânea.

 

 

Macbeth
William Shakespeare
85-11-18143-1

Quem já não ouviu falar de Hamlet, o atormentado príncipe da Dinamarca; do amor impossível de Romeu e Julieta ou do ciúme obsessivo do mouro Otelo pela bela Desdêmona? Falar de William Shakespeare (1564-1616) é falar do maior dramaturgo, e talvez do maior escritor, de todos os tempos. Sua genialidade transpassa os séculos, nunca sendo igualada. Macbeth, para muitos seu texto mais trágico, tem aqui uma tradução insuperável do grande poeta modernista Manuel Bandeira.

 

 

Maralto
Rita Buzzar
85-11-18223-3

O que acontece quando uma professora de canto de um colégio religioso resolve, num gesto desesperado, assumir o lugar de uma famosa cantora de cabaré dos anos 20? Magnólia já sabia o que queria dizer Maralto. Aquele ponto do mar distante da terra. Um mar livre e pleno, onde ela finalmente deixaria de ser apenas uma solteirona indesejável e talvez pudesse tornar-se bela e estimada. Como a flor do dicionário...

 

 

MATERNIDADE - DEPOIMENTOS
Maria Teresa Marques Moreira
8511182055

“... Saber que pode não ser assim foi uma enorme surpresa. Juro que me fez repensar muitos valores e olhar a vida que os meus pais tiveram com outros olhos. Por exemplo, a Dona Willma, mãe de quatro filhos e professora em São Paulo e Taubaté, para onde ia duas vezes por semana durante anos a fio, cresceu enormemente no meu conceito. Não que tenha passado a encará-Ia como um exemplo de mulher bem-sucedida no trabalho e em casa. O que passei a me perguntar foi quantas vezes a angústia, a solidão, até o desespero não terão batido à sua porta e ela simplesmente teve de agüentar?...”

 

 

Noite sobre a cidade
Luiz Bernardo Pericás
85-11-18222-5

O romance conta a história de um homem que tenta libertar-se de uma vida que lhe é opressiva e desesperadora. O autor lida com a ambivalência consciência/alienação da vida na grande metrópole.

 

 

Noites felinas
Cyril Collard
85-11-18194-6

Romance sobre a luta entre o amor e a morte. Laura recusa-se a usar preservativo, pois acha que o amor a põe a salvo do perigo e nada lhe acontecerá. É um gesto de romantismo áspero e puro. É também, um pouco, a paixão alucinada. Com sua ameaça permanente, talvez a Aids venha a modificar nossa percepção das coisas e nossa maneira de viver. (Cyril Collard)

 

 

Nosotros
Renata Pallottini
85-11-18210-1
Romance sobre Waldomiro Gonçalves, Miro para os íntimos: “Palmeirense, 32 anos e estamos conversados. Sei lá de política, pobres, revolução... O Embaixador me deu uns troços pra ler, fiz de conta; o importante é conhecer o ronco do motor, saber de cada peça, lubrificar a vida, que nem se a vida fosse uma mulher”.

 

 

O amor É mais frio do que a morte
A vida e o tempo de Rainer Werner Fassbinder
Robert Katz
85-11-26023-4

Obcecado pela fama, o alemão Rainer Werner Fassbinder sonhava ganhar os três mais importantes festivais de cinema do mundo – Berlim, Cannes e Veneza – e o Oscar de melhor diretor, tudo no mesmo ano. Seria, então, capa da revista Time, segundo seus próprios cálculos. Mas foi em 1982, ano programado para essa proeza, que Fassbinder morreu, vítima de uma overdose que seus amigos mais próximos já previam. Em 13 anos de carreira, dirigiu 43 filmes. Sempre polêmico, escandalizou a sociedade alemã com seu comportamento nada convencional. Este livro carinhoso e surpreendente revela, contudo, alguém que buscava, de forma até infantil, ser amado. E que, no fundo, queria – segundo o cineasta Daniel Schmid, seu amigo e ex-amante – “ser Marilyn Monroe”. Morreu como ela, com a mesma idade.

 

 

O Ateneu
Retórica e paixão
Leyla Perrone-Moisés (org.)
85-11-11038-0

Comemorando o centenário da publicação de O Ateneu (1888), a obra-prima de Raul Pompéia, estes são os textos do curso de Teoria Literária e Literatura Comparada ministrado na Universidade de São Paulo. Sua leitura não se restringe aos estudantes e estudiosos de leitura, mas também aos apaixonados pela linguagem, pela retórica e pela arte.

 

 

 

O Fio da Meada
Luiz Hildebrando
85-11-26022-6

Luiz Hildebrando, eminente biólogo, pesquisador e professor no Instituto Pasteur de Paris, foi um dos cientistas que deixaram o Brasil expulsos pelo regime militar. Suas memórias contribuem para restaurar a história do país. Sem o percurso completo do fio, perde-se a própria noção de identidade.
 

 

O homem restolhado
Gaston Miron
85-11-18213-6

L’homme rapaillé (O homem restolhado) é parte da história das Américas – uma história de lutas árduas pela afirmação da cidadania e do direito à expressão das culturas que nos deram origem. E, se nasceu no Canadá, é parte das lutas universais pela liberdade. Poeta de invulgar rigor e de grande precisão formal, Gaston Miron deu palavra à sua conquista de liberdade poética e de afirmação de sua cultura natal.

 

 

O Mahabharata
Jean-Claude Carrière (adaptação)
85-11-18183-0

O Mahabharata é a principal obra da riquíssima literatura em língua sânscrita. Nesse “grande poema do mundo” revelam-se as origens de crenças, lendas e personagens mitológicos da cultura oriental.

 

 

O navio branco
Tchinguiz Aitmátov
85-11-18184-9

Um dos mais populares escritores da antiga URSS, Tchinguiz Aitmátov faz, em O Navio Branco, uma expedição às origens do povo quirquiz. Folclore, mitos e lendas alimentam duas narrativas paralelas: a de um garoto que sonha conhecer o pai, supostamente um marinheiro em viagem; e a de seu avô, que transmite para o neto a mitologia de seu povo.

 

 

Os autonautas da cosmopista
Carol Dunlop e Julio Cortázar
85-11-18177-6

Carol Dunlop e Julio Cortázar passaram um mês na auto-estrada que une Paris a Marselha – uma viagem de férias pelo avesso da realidade. A estrada deixa de ser um percurso, para tornar-se o destino da viagem: é possível fazer em poucas horas o trajeto que os autores deste livro fizeram em um mês. Visitando dois parkings por dia, os viajantes registram detalhadamente tudo o que vêem: plantas, bichos, erotismo, horizontes bucólicos, gastronomia. O resultado é uma prosa irresistivelmente engraçada, impregnada de poesia, em que o casal de escritores convida o leitor a partilhar sua confiança absoluta nos poderes da imaginação.

 

 

PaixÃo de juventude
Uma autobiografia (1897-1922)
Wilhelm Reich
85-11-00020-8

Extraídos de seus diários, os relatos deste livro, que abrangem os anos de 1897 a 1922, revelam momentos dos mais importantes da vida de Reich. De suas primeiras experiências conscientes de sexualidade, sua formação escolar, a infidelidade que levou sua mãe ao suicídio e seu pai à morte, ao ingresso na Universidade de Viena, o encontro com Freud e à convicção de que a sexualidade é o núcleo em torno do qual giram a vida social e a psique, depreende-se que sua vida, não menos que sua obra, foi excitante e instrutiva.

 

 

Perscrutando o papaia
Rita Moreira
85-11-00048-8

Destoando de um mau hábito destas plagas – onde se mede a seriedade dos poetas pelo tédio que suas abstrusas sintaxes provocam no leitor –,os poemas de Rita são transparentes, fluentes, têm metro e música. Vivem de ser poemas, não manifestos literários. Perscrutando o Papaia é uma espécie de volta da poeta a si mesma, brilhante, imoderada e serena. (Marília Pacheco Fiorillo)
 

 

Peu
Livre como cobra, atolado feito gente
E. Daffre
85-11-23098-X

Romance que conta a história de um rapaz que quebra a coluna, sua recuperação e pensamentos.

 
 

PONTO FINAL
E. Daffre
851118193-8

A alegria e o desespero de alguém que, no seu ultimo dia de vida, se vê, pela primeira vez, como alguém livre e independente, capaz, capaz de pensar desejar, resgatar antigas ambições, vislumbrar horizontes e desmistificar antigas fantasias.

 

 

POEMAS DO BRASIL
Maria Tereza Horta
9788511001389

Maria Teresa Horta é o nome de referência na literatura portuguesa desde seus primeiros livros. Foi, entretanto, com a publicação coletiva de Novas cartas portuguesas, com Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa, em 1972, nos últimos anos da ditadura portuguesa, que seu nome ultrapassou as fronteiras de seu país de origem, inclusive pela censura imposta ao livro em Portugal e pelas perseguições políticas que as escritoras sofreram.
É autora de vários livros, entre poesias, romance e conto. Esteve no Brasil em algumas oportunidades e numa delas, em 2007, homenageada pelos professores de literatura portuguesa, compôs textos que integram estes Poemas do Brasil. Escritos desde a partida,de Lisboa, os poemas falam do contato da poetisa com a cidade de São Paulo, a viagem pela Rio-Santos, a estada no Rio de Janeiro e a partida a Portugal. Em todos eles, fica mais uma vez evidente a singularidade da voz poética de Maria Teresa Horta, com as asas da palavra voando entre Portugal e Brasil.

 

 

Por que eu?
Confissões de uma mulher de hoje
Juliette M.
85-11-26020-X

Para penetrar nos meandros da política francesa, conhecer as pessoas certas, estabelecer cumplicidades, ela fez da sedução sua principal arma. Na busca da notícia preciosa, da informação confidencial, o sexo entrava como moeda de troca. Estratégia de ascensão profissional que costuma dar bons resultados. Mas estes são tempos bicudos, tempos em que a moral conservadora ganhou um aliado formidável: o vírus da Aids. Por que eu? é o testemunho verdadeiro de uma jornalista francesa, bela mulher de 30 anos que, sob o pseudônimo de Juliette M., conta, sem volteios, sua história e seu drama.

 

 

Por que resisti À prisÃo
Carlos Marighella
85-11-26025-0

Por que resisti à prisão começa com o relato da prisão sofrida por Mariguella em 9 de maio de 1964, durante uma sessão de cinema, no Rio de Janeiro. Explicando o porquê da sua resistência, o autor parte para uma ampla reflexão política.

 

 

Quando o escritor se entrevista
Marie Garance
85-11-18214-4

Neste livro, a autora faz um convite à reflexão e ao exercício para as pessoas que tem dois grandes desejos na vida: escrever e escrever. Perguntas abertas levam o escritor a se entrevistar, respondendo a questões que têm por objetivo fazê-lo conhecer-se melhor.

 

 

Regue as flores e me espere
Lidia Ravera
85-11-05058-2

Giovana é uma romana de 19 anos, filha de pais separados, bonita e independente. Quando viaja a Barcelona para conhecer o pai, sua vida muda completamente: ela encontra um Adônis misterioso, sedutor, e com ele passa pelas mais diversas aventuras.

 

 

RelÂmpagos
Osmar Pinto Jr. e Iara de Almeida Pinto
85-11-28007-3

Neste livro, a importância dos relâmpagos para o equilíbrio da natureza, seu potencial como fonte de energia alternativa e seus efeitos sobre a saúde humana e sobre a química da atmosfera são apresentados. Os pesquisadores do Inpe também dão dicas de segurança e de como fotografar e filmar essas descargas elétricas.

 

 

Samarcanda
Amin Maalouf
85-11-18170-9

Samarcanda é a aventura de um manuscrito nascido no século XI, extraviado com as invasões mongóis e recuperado seis séculos depois. O extraordinário talento do contador de histórias Amin Maalouf nos faz viajar pela rota da seda, visitando as cidades mais fascinantes da Ásia.

 

 

SÃo SebastiÃo blues
Myriam Campello
85-11-18192-X

Romance ambientado na cidade de São Sebastião, no Rio de Janeiro, que gira em torno da atribuição de um grande prêmio literário. Traições, covardia e muita paixão dão o tom da narrativa.

 

 

Sinfonia patÉtica
A vida de Tchaikóvski
Klaus Mann
85-11-26018-8

Por que Klaus Mann, declarado antinazista e autor de Mefisto, resolveu escrever, durante o seu exílio, sobre a vida de Tchaikóvski? Por que não escolheu um mártir ou um ativista político? A princípio, Mann sentiu-se traído pelo desenraizamento de Tchaikóvski: na Rússia, não consideravam sua música russa; na Alemanha, acusavam-na de asiática; em Paris, de alemã. Muito mais que fascinação pela sua vida artística, Klaus Mann supunha compartilhar a sina de Tchaikóvski, o seu modo especial de amar. Com sensibilidade, ele retrata os sofrimentos e as paixões comuns, o caráter apátrida do músico, sua timidez exacerbada e a constante fuga de si mesmo, não esquecendo das horas felizes.
 

 

Viagem e outras histÓrias
Roberto Amaral
85-11-18173-3

Reunião de contos. “Há aqui, nestes textos de Roberto Amaral, um senhor criador de matéria humana, portada pela plenitude da palavra, que se afirma nativivo, natipervivo, pois que ficará.” (Antônio Houaiss)

 

 

WALTER BENJAMIN OBRAS ESCOLHIDAS
MAGIA E TECNICA, ARTE E POLÍTICA

Walter Benjamin
8511120300

Com este livro, a Brasiliense iniciou a publicação das Obras Escolhidas de Walter Benjamin, selecionadas pela Suhrkamp Velarg, com a excelente tradução de Sérgio Paulo Rounet, com apresentação de Jeanne Marie Gabnebin.
Constam deste primeiro volume alguns dos mais importantes textos do filosofo, como os ensaios sobre o conceito de História, o Surrealismo, a obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica e a fotografia, e as análizes das obras de Macel Proust e Franz Kafka.

Completando a edição das Obras Escolhidas, foram publicados mais dois volumes: Rua de mão Única; Figuras do Pensamento; Infância em Berlim (vol. 2), e Charles Baudelaire – Um Autor Lírico na Época do Alto Capitalismo (vol.3).
 

 

WALTER BENJAMIN OBRAS ESCOLHIDAS
RUA DE MÃO ÚNICA

Walter Benjamin
8511120440

Desde o aparecimento de Origem do Drama Barroco Alemão e Obras Escolhidas – vol. 1, o interesse do leitor brasileiro por Walter Benjamin não pára de crescer.
Dando prosseguimento à publicação das Obras Escolhidas, este segundo volume consta de três obras: Rua de Mão Única, “bazar filosófico”, “exemplo de pensamento surrealista”, segundo Ernest Block; Infância em Berlim por volta de 1900, fragmentos auto-biográficos, mescla de poesia e realidade, nostalgia e profecia; e Imagem  do Pensamento, mosaico de textos e aforismos, reflexões sobre os mais variados temas.

A tradução, que busca fazer justiça à genialidade do Benjamin escritor, é de Rubens Rodrigues Torres Filho e José Carlos Martins Barbosa.
 

 

WALTER BENJAMIN OBRAS ESCOLHIDAS
CHARLES BAUDELAIRE – UM LÍRICO NO AUGE DO CAPITALISMO

Walter Benjamin
8511120491

Os textos que compões este volume são fragmentos de um livro que Benjamin pretendia consagrar a um dos maiores poetas franceses do século XIX. Charles Baudelaire, um lírico no auge do capitalismo. Ao decifrar os nexos entre a obra de Baudelaire e as relações sociais que se afirmam na Europa Ocidental do final do século passando, Benjamin inova com relação à crítica literária e à análise sociológica tradicionais. “Quero mostrar como Baudelaire está rigorosamente inserido no século XIX”, escreve a G. Sholem. Sublinhado as marcas que o contexto histórico imprime à produção literária, Benjamin examina a poética baudelariana à luz a vida e dos personagens de uma Paris em vertiginosa transformação.