(0 xx 11) 3087 0000
R.Mourato Coelho 111- Pinheiros
São Paulo - SP CEP 05417-010
 
 
 
 
   
 

1930: o silÊncio dos vencidos
MemÓria, histÓria e revoluÇÃo
Edgar Salvadori de Decca
85-11-13025-X

O livro é um exercício de análise de como se produz a memória histórica, como ela se elabora nos enunciados dos discursos políticos que, para se legitimarem, criaram a revolução de trinta como fato histórico fundador e como essa mesma memória também é reelaborada e consolidada pela prática historiográfica. Por isso mesmo, minha análise não pretendeu alcançar o sentido profundo da revolução de trinta, postura constante de uma certa historiografia, mas demonstrar os mecanismos pelos quais os discursos políticos produziram este fato histórico visando a própria legitimidade.

 

 

A bolsa e a vida
A usura na idade mÉdia
Jacques Le Goff
85-11-13089-6

Na Idade Média cristã, o usurário aparece como um ladrão do tempo. Não rouba, ao mesmo tempo, Deus, na medida em que o tempo é um dom divino e gratuito, e os cristãos, já que o empréstimo a juros é proibido em uma comunidade fraternal? Por estas duas razões ele, está condenado ao inferno. Às vésperas do nascimento dos grandes movimentos econômicos que preparam o advento do capitalismo moderno, a teologia medieval salvará o usurário do inferno, ao inventar o purgatório. O usurário terá, assim, atingido seu duplo objetivo: salvaguardar sua bolsa na terra, sem perder a vida eterna.

 

 

A BURGUESIA BRASILEIRA
ISBN:  8511020292

Diferentemente de seu processo de formação na Europa, o capitalismo, no Brasil, não partiu do feudalismo, mas do escravismo colonial. Por isso mesmo, uma vez realizada a Abolição, a burguesia brasileira pôde crescer e chegar a ser a classe dominante, sem precisar realizar uma revolução. Qual o relacionamento dessa classe com o latifúndio e com o capital estrangeiro? E seu posicionamento diante da classe operária? Numa síntese que abrange um período que vai de meados do século passado aos nossos dias, o autor explica a formação do capitalismo no Brasil e as características da burguesia brasileira.
 

 

A Idade MÉdia: nascimento do Ocidente
Hilário Franco Júnior
85-11-85-11-00055-0

O período entre os séculos IV e XVI é tradicionalmente conhecido por Idade das Trevas, Idade da Fé ou, com mais freqüência, Idade Média. Todos eles, rótulos pejorativos, que escondem a importância daquela época, na qual surgiram os traços essenciais da civilização ocidental. Nesta, mesmo países surgidos depois daquela fase histórica – caso do Brasil – têm muito mais de medieval do que à primeira vista possa parecer. Olhar para a Idade Média é estabelecer contato com coisas que nos são ao mesmo tempo familiares e estranhas, é resgatar uma infância longínqua que tendemos a negar, mas da qual somos produto. De fato, para o homem do Ocidente atual, compreender em profundidade a Idade Média é um exercício imprescindível de autoconhecimento.
 

 

A mÚsica como linguagem
Uma abordagem histÓrica
Ernst F. Schurmann
85-11-13088-8

Recuperando a trajetória de música e da teoria musical através do tempo e das diversas culturas, Ernst Schurmann não pretende traçar uma história da música, mas esboçar uma espécie de “teoria lingüística”, onde a harmonia figuraria como a “gramática” da linguagem tonal. Desmistificador, ele apresenta uma visão muito crítica daquilo que muitos consideram um simples entretenimento.

 

 

As utopias medievais
Hilário Franco Jr.
85-11-13106-X

Hilário Franco Jr. examina as utopias que tiveram maior ressonância social e geográfica entre os séculos V e XV, na Europa Ocidental cristã: a utopia da paz – o claustro; a utopia da alternativa – a heresia; a utopia da simplicidade – o bucolismo; a utopia da autonomia – Guilherme Tell; a utopia da igualdade jurídica – Robin Hood.

 

 

As utopias romÂnticas
Elias Thomé Saliba
85-11-15041-2

Análise das utopias presentes no período romântico – entre fins do século XVII e meados do século XIX –, que sonhavam com a transformação total da sociedade, com um mundo mais acessível e mais próximo do homem real.
 

 

Apontamentos para a HistÓria da RepÚblica
Um registro centenÁrio
Manoel Ernesto Campos Porto
85-11-13100-0

Nestes “apontamentos” dos dias próximos à proclamação da República, em 1889, um irônico jornalista, Campos Porto, reuniu documentos que denunciavam o “adhesismo” desenfreado do momento, com políticos mudando de partido às pressas para tentar garantir posições e vantagens. O livro de Campos Porto tinha mais de mil páginas de artigos, crônicas, notícias e telegramas. Esta seleção do historiador José Sebastião Witter é um deleite para os estudiosos de História do Brasil.

 

 

ARGENTINA: TERRITÓRIO E GLOBALIZAÇÃO
María Laura Silveira
85-11-00065-8

Considerando o uso do território um aspecto integrador da economia, da sociedade e da política, este livro oferece um retrato da Argentina na globalização. Apoiado nas teorias do geógrafo Milton Santos, a obra aborda as diferentes fases por que passou o território do país, desde a colonização até os dias de hoje.

 

 

AutogestÃo
O nascimento das ONGs
Nanci Valadares de Carvalho
85-11-14031-X

No final dos anos 1970, e nos anos 1980, a autora constatou uma nova forma de governabilidade nas organizações das populações pobres e excluídas dos guetos de Nova York. Nos anos 90, essas organizações tiveram um boom, espalhando-se por todo o mundo. São centenas de milhares de ONGs, que unem a tradição humana de altruísmo e generosidade de poucos indivíduos e organizações exemplares à força das massas contemporâneas, em direção ao autogoverno.

 

 

ESCRAVO OU CAMPONÊS? O PROTOCAMPESINATO NEGRO NAS AMÉRICAS
Ciro Flamarion S. Cardoso
8511130691

A vigência da escravidão como relação de trabalho única e absoluta durante o período colonial nas Américas é um mito. Mesmo antes da colonização brasileira, os portugueses já haviam estabelecido em outras colônias, como a ilha de São Tomé, uma forma de mão-de-obra mista entre a escravidão e o campesinato. Nesse caso, o escravo possuía pequenas cotas de terra, que podia cultivar uma vez por semana e cuja produção lhe pertencia, podia vende-la no mercado e, assim, arrecadar dinheiro necessário para comprar sua carta de alforria. Esta figura pouco conhecida, metade escravo, metade camponês, está também presente no Sul dos EUA e no Caribe. Aqui Ciro Flamarion Cardoso apresenta-a numa visão desmistificadora da colonização do 'Novo Mundo'.

 

 

EspaÇos nacionais na AmÉrica Latina
Da utopia boliviana À fragmenaÇÃo
Francisco Doratioto
85-11-13113-2

Procurar as causas da formação dos espaços territoriais nacionais na América Latina é uma tarefa polêmica. Para alguns, a explicação encontra-se nas características geográficas do continente. Para outros, a ação de potências imperialistas promoveu a desunião do continente com o objetivo de enfraquece-lo. Neste livro, Francisco Doratioto, sem esquecer esses dois fatores, identifica a razão e a lógica da fragmentação da América hispânica na dinâmica histórica de suas sociedades.

 

 

Estrutura e dinÂmica do antigo sistema colonial
Fernando A. Novais
85-11-13058-6

Nesta obra, Fernando Novais, além de promover um levantamento histórico preciso e uma análise apurada do sistema colonial, descortina as implicações desse sistema nas desigualdades do mundo atual.

 

 

EvoluÇÃo polÍtica do Brasil
ColÔnia e impÉrio
Caio Prado Jr.
85-11-14012-3

Com o aparecimento desta obra, pela primeira vez a história do Brasil passou a ser estudada a partir de uma postura materialista. Caio Prado Júnior abandona a superficialidade dos narradores de acontecimentos, que simplesmente vão listando eventos e datas, e penetra no organismo vivo da história. Busca as relações entre os fatos, a lógica dos acontecimentos. O resultado é este Evolução Política do Brasil, um livro atual há mais de 60 anos, um clássico da historiografia brasileira.

 

 

Festas e utopias no Brasil colonial
Mary Del Priore
85-11-13110-8

Ao tratar a história da festa do nosso passado colonial à luz da abordagem das mentalidades, a autora procura seu significado para os vários segmentos da sociedade. E nos ajuda entender por que e o que ainda hoje tanto festejamos.

 

   

FormaÇÃo do Brasil ContemporÂneo
Caio Prado Jr.
85-11-13016-0

Centrado nos quatro séculos da Colônia ao Império, este livro apresenta nossa história de um ponto de vista inovador e progressista. Um clássico das ciências humanas no Brasil.

 

 

FranÇa revolucionÁria (1789-1799)
Michel Vovelle
85-11-13096-9

Um balanço que cobre os aspectos mais importantes da Revolução Francesa e dos dez anos subseqüentes. Quase cem historiadores abordam temas diversos como vida cotidiana, artes, festas, costumes, jogos, medicina.
 

 

HistÓria
O prazer em ensino e pesquisa
Marcos A. da Silva
85-11-13115-9

Este livro discute o ato de ensinar história como dimensão do prazer de conhecimento nesse campo de saber, que se observa em pesquisas do mais alto nível. Nessa perspectiva, a escola surge como instituição dotada de dignidade intelectual, a ser garantida através de recursos técnicos (instalações, equipamentos) e humanos (pessoal docente e administrativo) adequados e respeitados, via manutenção permanente e salários dignos. Problemáticas gerais do conhecimento histórico contemporâneo – patrimônio histórico, história imediata e memória – são debatidas nessa recuperação do prazer da história por aqueles que, como profissionais da área e cidadãos, entram em contato com sua produção através de escolas, museus, bibliotecas, arquivos, produção artística etc.

 

 

HistÓria do capitalismo
Michel Beaud
85-11-09041-X

Da crescente hegemonia espanhola, financiada graças à pilhagem do ouro das Américas, até a Revolução Industrial inglesa. Do colonialismo imperialista do século XIX, até a atual supremacia norte-americana e as crises capitalistas no século XX. 500 anos de História, 500 anos de capitalismo como o modo de produção dominante em nível mundial. De 1500 a 1980, Michel Beaud reconstitui, analisa e discute o significado econômico das guerras e conquistas, o significado sociológico da confrontação de classes e a contraposição da doutrina liberal capitalista à comunista.

 

 

HistÓria e desenvolvimento
A contribuiÇÃo da historiografia para a teoria e prÁtica do desenvolvimento brasileiro
Caio Prado Jr.
85-11-13018-7

Esta obra é um marco dentro da produção teórica de Caio Prado Junior. Resultado de um exaustivo trabalho de mais de três décadas, constitui um esforço pioneiro na compreensão crítica do desenvolvimento e da elaboração de uma política econômica encaminhada para ele.

 

 

HistÓria e ideal
Ensaios sobre Caio Prado Junior
Maria Angela D’Incao (org.)
85-11-13097-7

Resgatar o patrimônio intelectual brasileiro e revisar criticamente um de seus principais pontos de referência é o desafio a que se propõem os autores do presente livro. Em seu centro, uma figura toda especial: Caio Prado Júnior, historiador, geógrafo, filósofo marxista, homem de cultura e de ação, militante revolucionário, autor de uma obra que organiza muito do saber acumulado sobre o Brasil. A partir de um esforço coletivo, multidisciplinar e unitário, sua contribuição é colocada em destaque e avaliada, incorporando-se, em definitivo, à moderna teoria da sociedade brasileira.

 

 

HistÓria econÔmica do Brasil
Caio Prado Júnior
85-11-13017-9

Poucos livros contribuíram de maneira tão decisiva para a compreensão em profundidade das grandes questões nacionais quanto História Econômica do Brasil, de Caio Prado Jr. Produto de um esforço precursor de interpretação da história brasileira sob um ponto de vista marxista, ele inaugurou uma nova etapa da vida intelectual do país. Hoje, passados quase cinqüenta anos de sua primeira edição, História Econômica do Brasil continua a ser um livro indispensável para o entendimento das características estruturais da sociedade brasileira, dos dilemas que herdamos do passado e dos possíveis caminhos de sua superação.

 

 

IntroduÇÃo À literatura negra
Zilá Bernd
85-11-18130-X

Zilá Bernd encontra um paralelo entre as produções poéticas afro-brasileira e caribenha. Ilumina, assim, algumas regiões da história da literatura brasileira que permaneceram à margem, lançando-as no debate crítico e no centro da discussão literária contemporânea.

 

 

Italianos do BrÁs
Imagens e memÓrias (1920-1930)
Suzana Barretto Ribeiro
85-11-13111-6

Durante os anos 1920 e 1930, os imigrantes italianos residentes no Brás tiveram seu cotidiano intensamente registrado pelos fotógrafos ambulantes e pelos nove estúdios fotográficos estabelecidos no bairro. A reconstrução desse período histórico, baseada nas fotografias da época e nos depoimentos dos descendentes de imigrantes, evidencia os elementos que contribuíram para a formação da identidade social do grupo, numa abordagem diferente da dos trabalhos históricos realizados com base nos documentos convencionais de pesquisa.

 

   

LINHAGENS DO ESTADO ABSOLUTISTA
Perry Anderson

8511130497

Neste estudo marxista do absolutismo, Perry Anderson, ex-diretor da mais importante publicação de esquerda, a New Left Review, apresenta uma singular análise da natureza e do desenvolvimento do Estado absolutista. O historiador inglês não só foge às limitações da historiografia oficial no que diz respeito à demarcação cronológica e geográfica, como também supera as tendências mais comuns de literatura marxista, ora excessivamente generalizantes, ora específicas em demasia. Assim, o autor examina simultaneamente as estruturas globais que constituem o Estado absolutista e também as variantes particulares representadas pelas diferentes monarquias da Europa pós-medieval. Uma obra fundamental para a compreensão do primeiro sistema internacional de Estado no mundo moderno.

 

 

Literatura como missÃo
TensÕes sociais e criaÇÃo cultural na Primeira RepÚblica
Nicolau Sevcenko
85-11-13030-60

“Com este livro, Nicolau Sevcenko apresenta um quadro muito objetivo e correto de nossa belle époque, no campo das idéias, centrando a sua análise crítica em duas figuras aparentemente marginalizadas tanto política como intelectualmente, apesar do êxito incontestável alcançado pelas obras que publicaram. Euclides da Cunha e Lima Barreto (...)” (Francisco de Assis Barbosa)
 

 

Max Weber e a HistÓria
Catherine Colliot-Thélène
85-11-13116-7

Sob quais condições se pode compreender a ação dos agentes sociais? A discursividade das ciências humanas, da sociologia e da história, particularmente, coloca em jogo os procedimentos irredutíveis das ciências exatas? A estas questões, sempre atuais, a obra weberiana propõe respostas ainda não ultrapassadas. Sua reflexão sobre a metodologia de um saber empírico da história tem por fundamento uma teoria da modernidade, nascida da polêmica com os economistas e historiadores de seu tempo, e na qual heranças de Marx e Nietzsche são conscientemente assumidas. Antes de tudo, Weber nos convida a refletir sobre o elo entre a racionalidade científica e as estruturas de um mundo que possui nome: Ocidente.

 

 

Meretrizes e doutores
Saber mÉdico e prostituiÇÃo no Rio de Janeiro (1840-1890)
Magali Engel
85-11-08067-8

No final do século XIX e início do XX, cabia à medicina social um lugar de destaque na tarefa de organizar o “caos urbano”, do qual a prostituição fazia parte. Meretrizes e doutores é um estudo sobre os textos médicos produzidos no Rio de Janeiro entre 1840 e 1890, revelando a implícita necessidade de se enquadrar em padrões burgueses os comportamentos sociais, afetivos e sexuais dos indivíduos que habitavam a cidade. Essa transformação do corpo, do desejo e do prazer em objetos de estudo marcou o início da constituição de uma ciência sexual, que hoje se encarrega de impor os controvertidos limites da sexualidade sadia.

 

 

Mito e tragÉdia na GrÉcia antiga
Volume 2
Jean-pierre Vernant e Pierre Vidal Naquet
85-11-13079-9

Os autores estudam desde obras como Sete contra Tebas, de Ésquilo, até as Bacantes, de Eurípides, no seu conjunto e na intimidade do texto: desenvolvem, ao mesmo tempo, uma análise estrutural, a pesquisa de intenção literária e a análise sociológica.

 

 

MonÇÕes
Sérgio Buarque de Holanda
85-11-13098-5

Esta obra faz uma análise, do ponto de vista da história social e econômica, de um dos aspectos mais importantes da expansão geográfica do Brasil. As monções – diversas em suas características e finalidades, dos movimentos dos bandeirantes – eram dedicadas ao comércio e foram expedições decisivas para a integração do nosso atual território e para a formação da unidade nacional.

 

 

Negro nas terras do ouro
Cotidiano e solidariedade (século XVIII)
Julita Scarano
85-11-13112-4

O cotidiano de escravos, forros, negros e mulatos nas Minas Gerais do século XVIII – denominados na época gentes de cor – é o objeto central deste livro. Partindo de questões aparentemente simples (o que comiam, como se vestiam, onde moravam), a autora reconstitui a vida diária dessas pessoas, a maneira como aproveitavam as brechas do sistema, desvendando o que tornava a vida delas possível ou insuportável.

 

 

O ensino de histÓria
RevisÃo urgente
Vários autores
85-11-13054-3

Não se limitando à análise crítica – necessária, mas insuficiente –, este livro de autoria coletiva chega a propostas concretas que podem ser pontos de partida para a reformulação das práticas do ensino.

 

 

O fumo brasileiro no perÍodo colonial
Lavoura, comÉrcio e administraÇÃo
Jean Baptiste Nardi
85-11-13117-5

Em pesquisa original e minuciosa, o professor Nardi analisa os circuitos comerciais, o tráfico negreiro, o funcionamento da administração do tabaco, a contabilidade da primeira indústria fumageira do Brasil – o Contrato do Tabaco do Rio de Janeiro –, montado séries estatísticas sobre as exportações do fumo, anuais e por destino, e fornecendo um panorama inédito e preciso da participação do fumo no comércio luso-brasileiro.

 

 

O prÓximo e o distante
JapÃo e modernidade – mundo
Renato Ortiz
85-11-00050-X

Neste Novo Livro de Renato Ortiz, as coordenadas de tempo e espaço se encontram para fornecer um retrato singular do Japão. A história dessa grande nação é o permanente pano de fundo. Como nos precedentes trabalhos desse autor, a copiosa informação que nutre o relato é fundada em uma pesquisa séria e bem-orientada. É essa combinação que presidiu a formulação das idéias e o processo de redação. Os temas dominantes são o isolamento do país durante séculos, graças à sua feição insular, a questão da tradição examinada sob a ótica das relações de trabalho e da organização familiar e social, e o debate sobre a identidade nacional fortemente preservada no processo de conciliação do país com uma vida internacional cada vez mais ativa e envolvente. (Milton Santos).

 

 

O saber e a histÓria
Georges Duby e o pensamento historiogrÁfico contemporÂneo
Nilo Odalia
85-11-13114-0

Neste livro, Nilo Odalia expõe, com competência e clareza, o processo de constituição do saber histórico. Esta discussão, importante por si só, foi enriquecida pela feliz idéia de associá-la à análise da obra de Georges Duby, um dos mais importantes historiadores da atualidade.
 

 

Os arautos do liberalismo
Imprensa paulista – 1920-1945
Maria Helena Capelato
85-11-13094-2

A importância do papel da imprensa para o estudo da história política brasileira é claramente demonstrada neste trabalho. Maria Helena Capelato, especialista em história da imprensa e do liberalismo no Brasil, analisa minuciosamente os discursos dos liberais reformistas. Contrapondo as falas de vários órgãos da imprensa paulista, apresenta uma paciente e bem-sucedida reconstituição do tecido social da Velha República ao Estado Novo.

 

 

Os intelectuais na Idade Média
Jacques Le Goff
85-11-13081-0

Neste ensaio, uma verdadeira introdução a uma sociologia histórica do intelectual ocidental, Jacques Le Goff mostra a formação, dentro das grandes cidades do século XII, de um pequeno grupo de estudiosos que, pouco a pouco, tomaram consciência de que pertenciam a uma categoria social particular. Categoria que forjava seus próprios instrumentos e descobria um ideal de progresso e racionalidade que seria difundido a partir das primeiras universidades.

 

 

ORIGENS AGRÁRIAS DO ESTADO BRASILEIRO
Octavio Ianni
8511080422

É possível dizer que todos os momentos mais notáveis da história da sociedade brasileira estão influenciados pela questão agrária. Na transição da Monarquia à República, do Estado oligárquico ao populista, do populista ao militar, na crise da ditadura militar e nos movimentos e partidos que estão lutando pela construção de outras formas de Estado. Há muito campo nessa história.

 

 

Passagens da antigÜidade ao feudalismo
Perry Anderson
85-11-13067-5

Ensaio sociológico primoroso sobre a formação do feudalismo e suas desigualdades.

 

 

Pequena histÓria da RepÚblica
Cruz Costa
85-11-13087-X

Com lucidez e síntese brilhantes, Cruz Costa retoma os rumos da história política brasileira desde o fim do Império, até o movimento militar de 1964.

 

 

Propriedade da terra & transiÇÃo
Estudo da formaÇÃo da propriedade privada da terra e transiÇÃo para o capitalismo no Brasil
Roberto Smith
85-11-13101-9

Considerando os encaminhamentos seguidos pela análise marxista insuficientes para explicar as relações entre estado e sociedade, na América Latina, durante o período colonial e a transição para o capitalismo, Roberto Smith retoma o pensamento de Wakefield. Fundamental para todo estudioso do processo de formação do capitalismo no Brasil e das peculiaridades da economia brasileira, este livro mostra como o estabelecimento da propriedade fundiária no país foi regido por uma intenção estatal que procurava impedir o surgimento do campesinato, mas não concebia, ainda, a generalização de relações de assalariamento, diante da perspectiva da imigração que se abria.

 

 

Quotidiano e poder em SÃo Paulo, no sÉculo XIX
Maria Odila Leite da Silva Dias
85-11-13040-3

O tema deste livro é o conflito para sobreviver de mulheres que vivem nas fímbrias do sistema, que se instalam nas frestas sociais, à margem do trabalho significante. Essas vendedoras de tabuleiros, lavadeiras de rios e chafarizes, têm a astúcia do camaleão, dos pequenos bichos que não pretendem vencer, mas apenas defender-se da morte. Esta obra nos conduz à situação da mulher que trabalha – ontem, hoje? – e, ainda mais, à situação de todos os que sobrevivem num mundo adverso, na aventurosa e lúdica existência dos caçadores furtivos do quotidiano.

 

 

A REFORMA AGRARIA NA ROMA ANTIGA
Maria Luisa Corassin
8511021221

 

 

Ser escravo no Brasil
Kátia de Queirós Mattoso
85-11-13027-6

Escrito para um público amplo, este livro descreve, com riqueza de detalhes, o dia-a-dia dos escravos. Um surpreendente relato das relações econômicas e sociais.

 

 

Tenentismo e revoluÇÃo brasileira
Vavy Pacheco Borges
85-11-13107-8

Os anos 1930 são fundamentais para a história brasileira. Marcados por duas revoluções – em outubro de 1930 e de julho a setembro de 1932 –, essa instabilidade é até hoje explicada como fruto da disputa entre as “oligarquias” e o “tenentismo”. Mas essas análises esquecem as versões dos contemporâneos, que marcaram profundamente as explicações posteriores. Nesta cuidadosa pesquisa histórica, Vavy Borges retoma essas versões para descobrir quem, na realidade, são os sujeitos históricos, como e por que se dão suas disputas, quais os seus reais interesses, como tentam manipular as massas urbanas.
 

   

Uma introduÇÃo à histÓria
Ciro Flamarion S. Cardoso
85-11-04002-1

A velha História narrativa, patriótica, enaltecia falsos heróis e criava mitos, contribuindo para a preservação das estruturas vigentes. A História “nova”, com seu enfoque globalizante e sua ênfase no social, convém muito mais à elaboração de pesquisas e a um ensino eficiente. Para os jovens historiadores brasileiros, a renovação das perspectivas e uma redefinição profissional adequada são objetivos importantes: trata-se de adquirir as ferramentas teórico-metodológicas que lhes permitam cumprir, profissional e efetivamente, a sua função social.

 

 

Vargas: o capitalismo em construÇÃo
Pedro Cezar Dutra Fonseca
85-11-13093-4

Análise do discurso de Vargas, para explicar as bases da construção do capitalismo brasileiro. Por que, em dado momento, as elites agrárias brasileiras optam pela industrialização? O que mudou com a escolha dessa via de construção do capitalismo? Essas são algumas das questões abordadas.

 

 

Veneza e AmsterdÃ
Um estudo das elites do sÉculo XVII
Peter Burke
85-11-13105-1

Apoiado em extensa pesquisa, o historiador inglês Peter Burke pinta, com inteligência e sensibilidade, o retrato das elites que comandaram as duas cidades no período do apogeu, revelando como se formavam, recrutavam seus membros e exerciam o poder.