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Coleção Encanto Radical
 
   
 

ALBERT CAMUS
A LIBERTINAGEM DO SOL
Horacio Gonzáles

8511030077

Rosto de garagista, sempre de gabardine.
Desconfiou da "marcha da história", enquanto sede e itinerário dos poderes estatais, que começam falando de justiça e acabam organizando polícias.
Um libertário de nossa latinidade, um homem trágico que espera acordar qualquer manhã nas vestes do homem feliz. Só se sentia bem entre operários e atores de teatro. Preferiu acertar no sol e errar na história. Deixou, no entanto, um severo afresco de valores humanistas radicais, a serem respeitados em qualquer revolução que deseje ser digna. Estamos agora viajando com ele, num Facel- Vega, em alta velocidade, rumo a Paris. Aproveitemos o pouco tempo que resta da viagem, pois urna fatídica manobra e uma árvore à margem do caminho nos esperam para produzir o barulho insuportável de lataria, pára-brisas quebrados, e destino.

 

 

BARÃO DE ITARARÉ 
O HUMORISTA DA DEMOCRACIA
Leandro Konder

8511030379

Tem mais coisa no ar, não apenas aviões de carreira.
Tem Apporelly-poeta a declamar a pindaíba. Tem um Duque rebaixado a Barão, jornalista, satirizando o poder estado-novista.Cheio das manhas. Tem um nobre vereador comunista seqüestrado e torturado por ordem e graça dos camisas-verdes. Um Almanaque inteligente pra deliciar todo o mundo. E um velhinho de alvas e longas barbas, o talento em pessoa.
"O tempo que vai não volta." Será, Barão?

 

 

CAIO PRADO JÚNIOR
UM INTELECTUAL IRRESISTÍVEL
Maria Célia Wider

9788511001181

Historiador, geógrafo, economista, filósofo, político e editor, Caio Prado Júnior foi um dos maiores intelectuais brasileiros do século XX e um dedicado militante comunista. Rompeu tradições sociais, sofreu exílios e prisões, sem nunca abrir mão de seu pensamento independente.

 

 

EVITA
A MILITANTE NO CAMARIM
Horacio gonzález

8511030204

Camarim: caldeira teatral de cores, nomes e símbolos.
"Evita": um nome engatilhado num camarim.
Solto na sociedade argentina, esse nome provoca uma mobilização social contra os antigos poderes da república oligárquica. Ecoando nos modos passionais da fala política, evoca matérias literárias. saídas de radionovelas.Falas folhetinescas que se situam no centro de uma gigantesca cisão cultural.

 

 

JACK KEROUAC
O REI DOS BEATNIKS
Antonio Bivar

9788511030839

Ele foi um anjo de inocência. Acreditava encontrar nas estradas da América a alma de sua terra e sua gente transformando a experiência na quintessência da literatura, extrapolando os grandes que o inspiraram. Conseguiu? Sem dúvida. Contudo, ao se tomar o arauto da nova atitude - pois não era o único ˆencontrou, assim como o céu, o inferno.
Da confraria beat, Jack Kerouac foi o primeiro a deixar este mundo. Mas tomou-se seu ícone mais representativo, um modelo de inspiração para cada nova geração. Como os heróis, os santos e os mártires de todos os tempos.

 

 

JAMES DEAN
O MOÇO DA CAPA
Antonio Bivar

8511030387

A cem por hora, de tardinha, Jimmy sabia que no seu Porsche Spyder último tipo sua vida estava por um fio. Insistiu – queria mais, sempre quis mais. E correu, e conseguiu.
Ficou o símbolo de uma geração moderna, ficou a genialidade de uma carreira meteórica e a marca destruidora de velhas ilusões. O que nos resta, além de um Camel e um mundo vermelho e azul? Muitas, novas ilusões.
E a estrada, e o sol poente à nossa espera.

 

 

MACHADO DE ASSIS
AS ARTIMANHAS DO HUMANO
Luzia De Maria

8511033778

Figura ímpar e majestosa, ao mesmo tempo em que atrai, também assusta: intimida quem com ele ainda não estabeleceu intimidade. Em oito capítulos, abertos com epígrafes do poema "A um bruxo, com amor", de Drummond, a autora simula uma visita ao grande escritor, em sua casa do Cosme Velho. Assim, num diálogo imaginário com o próprio Machado e, alternadamente, com um suposto leitor, Luzia de Maria constrói o seu texto numa linguagem direta e envolvente, capaz de aproximar o leitor iniciante das bruxarias do grande mestre.

 

 

MADAME SATÃ
COM O DIABO NO CORPO
Rogério Durst

8511030689

O filme Madame Satã (2002), sucesso do cinema brasileiro, mostrava as paixões e o início da carreira criminosa de um certo João Francisco dos Santos. Essa pequena biografia conta um pouco mais. Fala do Madame Satã rei da Lapa, formidável brigão, presidiário contumaz, uma lenda que acabou resgatada no final de sua vida. Talvez não tenha sido o maior dos malandros. Mas foi o que sobreviveu para contar, e capitalizar, sua história. Mais malandro que isso, segundo Moreira da Silva, só o gato "que come peixe sem ir na praia".